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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Conexão SAG 2011 - Andersom Toso

A equipe SAG tem o prazer de trazer a todos os amantes do automobilismo uma entrevista a toda velocidade com Andersom Toso, piloto do GT Brasil.


SAG: Como surgiu seu interesse pelo automobilismo?

AT: Acho que quando eu nasci, rsrsrs, não me lembro de um dia na minha vida em que não pensasse em carro ou corrida.

SAG: Como é sua preparação para encarar um fim de semana de corrida?

AT: Procuro manter a forma regularmente, em semana de corrida, e neste ano foram mais de 20, procuro intensificar um pouco.

SAG: Qual foi a experiência de participar de uma temporada na Fórmula Truck?

AT: Importantíssima, depois de andar lá qualquer outro carro parece brinquedo. Não tenho mais temor de pilotar nada, caminhão é um desafio muito grande e acredito que é o carro de corrida que mais assusta em sua guiada. Fora isso foi a categoria que mais me projetou no automobilismo.

SAG: Qual a diferença entre guiar um caminhão e um carro de alta performance?

AT: Caminhão assusta e é muito técnico, porém na minha opinião não dá o mesmo prazer de um carro, no carro nos sentimos piloto, fazendo curvas no limite, de caminhão é muito de saber dosar e amansar a fera, sem tanta adrenalina e velocidade.

SAG: Como foi estrear no campeonato da GT Brasil?

AT: Já tinha andado em 2008 de Dodge Viper, cheguei a treinar de Ferrari F430, e este ano pude andar de Lamborghini. A experiência com este carro foi fantástica, o carro é tudo que um piloto sonha em guiar, foi tão bom que já fechamos a temporada de 2012 completa na GT3.

SAG: Quais as dificuldades para conseguir patrocínio no Brasil?

AT: Acho que o maior problema está na falta de incentivos fiscais por parte do governo, a gente vê isso em todos os países lá fora, teríamos que ter alguém brigando por isso aqui. Conseguir patrocínio no Brasil é muito complicado pois só empresas muito grandes medem o retorno que o automobilismo dá, e estas para 99% dos pilotos são inacessíveis. Andar de carro no Brasil é muito caro por conta de não haver nenhum subsídio para as equipes, é muito mais barato andar de GT na Europa ou em qualquer categoria semelhante nos EUA.

SAG: Você concorda com a rotatividade de pilotos que ocorre na Fórmula Truck?

AT: Eu não concordo mas entendo, estive lá por um ano e meio e entendi bem o porquê, porém prefiro não expor isso em respeito a muitos amigos que tenho lá.

SAG: Do circuito em que teve o prazer de pilotar, qual é seu favorito e qual o que mais exige do piloto?

AT: Meu favorito sem dúvida é Tarumã, como dizem os grandes pilotos, Tarumã separa os homens das crianças, lá se vai ao limite, é o cicuito mais rápido e desafiador do Brasil, pena que a infra estrutura é deficitária, o que parece que será resolvido em 2011. Quanto a exigência do piloto é Interlagos, pela extensão e pela variedade de curvas, quem anda bem lá anda em qualquer autódromo do Brasil.

SAG: Qual categoria você gostaria de competir que ainda não teve o prazer de participar?

AT: Olha, já rodei muitas e no Brasil só não andei na Stock principal, acho que o grande objetivo de todo piloto, não há como negar é de andar nela. Mas acho que em virtude do nível de investimento exigido está mais fácil eu acabar correndo em uma grande categoria de turismo na Europa.

SAG: Qual a maior dificuldade que enfrentou para se tornar um piloto de automobilismo?

AT: Dinheiro, sem ele ninguém é piloto, só com talento esquece. Pra começar a mostrar as caras no Kart tem que colocar grana e no Brasil não é pouco, então só pude realizar meu sonho depois de resolver a vida profissional e assim poder bancar o esporte.

SAG: Qual seria o ápice da sua carreira no automobilismo?

AT: Como eu disse antes, andar na Stock.

SAG: Quais seus planos para a temporada 2012?

AT: GT3 já confirmada com a Lamborghini 46, e talvez alguma coisa na Europa.

SAG: Qual recado você deixaria para os amantes de automobilismo que acompanham o Blog Stop and Go?

AT: Continuem acompanhando este esporte maravilhoso e viciante, e se gostam procurem se envolver mais, não é tão difícil quanto parece, basta ir aos autódromos, visitar equipes, conhecer pilotos, e viver um pouco mais dentro deste mundo, com certeza a paixão e o respeito por quem faz isso aumentará ainda mais.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Conexão SAG 2011 - Fábio Fogaça

A equipe SAG tem o prazer de trazer a todos os amantes do automobilismo uma entrevista a toda velocidade com Fábio Fogaça, piloto do Brasileiro de Marcas.



Stop and Go: Como surgiu seu interesse pelo automobilismo?



Fábio Fogaça: O interesse surgiu pelo fato de meu pai ter sido piloto, é natural que a maioria dos filhos sonhem em seguir os mesmos passos do pai, e eu desde pequeno sempre sonhei em ser piloto.



SAG: Qual o seu maior sonho dentro do automobilismo?



FF: Meu maior sonho é poder viver do automobilismo, claro que nisso entram conquistas e vitórias, existem coisas que o dinheiro não compra.



SAG: Como é sua preparação para encarar um fim de semana de corrida?



FF:Eu procuro treinar um pouco no simulador e assistir vídeos de câmeras on-board nessa pista, para que eu possa assimilar o máximos de detalhes para melhorar o desempenho.



SAG: Dos circuitos da temporada, qual é seu favorito e qual o que mais exige do piloto?



FF: O meu favorito é São Paulo, e acredito que esse circuito também é o que mais exige dos pilotos por ter muitas curvas diferentes. Outro circuito bastante dificil é Tarumã, porque tem muitas curvas de alta velocidade, então o piloto tem que estar muito confiante para fazer no seu limite.



SAG: O sobrenome Fogaça ajudou a entrar no mundo do automobilismo e facilitou patrocínios?



FF: Claro que ajuda a entrar, mas isso não significa nada, ninguém permanece no automobilismo sem ser rápido ou rico, ou seja, como eu não sou tenho dinheiro para colocar a única maneira é acelerando, caso contrário, estou fora.



SAG: Como foi sua adaptação na troca da Stock Car Jr para o Brasileiro de Marcas?



FF: Eu passei antes disso pelo TopRace na Argentina que é uma categoria extremamente dificil pelo nível de pilotagem e pelo carro, e isso facilitou muito minha volta para o Brasileiro de Marcas porque eu peguei um carro muito mais fácil do que eu guiava na Argentina. Acredito que a grande maioria dos carros de turismo são mais fáceis que o TopRace.



SAG: No futuro você gostaria de trabalhar com seu pai, Djalma Fogaça? Em qual categoria?



FF:Eu gostaria sim,só não tenho certeza se daria certo ou não, quem conhece ele sabe seu estilo, ele fala tudo na cara e sem medir as consequências, e eu sou bem mais tranquilo, mas quando eu acho que eu estou certo eu estou e fim de papo. Ou seja, agente ia brigar muito, mas no meu pensamento uma relação pai e filho nunca pode ser rompida ou abalada, então eu posso sim estar num futuro próximo ou não com ele na equipe de Formula Truck.



SAG: Você já teve o prazer de pilotar um Truck? Gostaria de participar da Fórmula Truck?



FF: Sim, eu já treinei em algumas pistas e foi uma experiência muito legal,eu gosto muito de pilotar o Truck, mesmo assim acho que é dificil eu participar da Fórmula Truck, agora estou focado nos carros.



SAG: Como está sendo competir ao lado de feras do automobilismo brasileiro no Brasileiro de Marcas?



FF: Está sendo muito bom, tem pilotos que são exemplo para mim na categoria e isso é muito legal, além disso o pessoal tem uma convivência bem legal fora das pistas e isso ajuda a deixar o fim de semana de corrida mais agradável.



SAG: Quais os fatores que impediram a sua continuação nos monopostos?



FF: Nesse caso o mais correto seria os fatores que impediram que eu andasse um dia de monopostos. Eu sempre esbarrei no fato de eu ser muito alto e pesado, temos o exemplo do Atila que é um piloto fantástico, mas esbarrou nesse mesmo problema. Outro fator é o dinheiro, dificilmente é possível viabilizar patrocínio para correr de monoposto aqui no Brasil, e para ir para a Europa a situação se complica mais ainda, o custo é muito alto e precisa de muito dinheiro mesmo, eu sempre tive a consciência de que meu pai não tinha o dinheiro necessário para ser meu “paitrocinio”,então nunca tive essa esperança.



SAG: Qual a sua expectativa para a temporada 2012 no Brasileiro de Marcas?



FF: Eu acredito que a tendência é que a categoria cresça cada vez mais, acho que esta muito no começo ainda, mas com o passar do tempo vai se tornar uma das categorias mais fortes do país. Mesmo assim eu ainda não estou garantido no grid, e minhas possibilidades para 2012 estão 100% em aberto.



SAG: Qual a sua opinião sobre a cobertura do Brasileiro de Marcas pela televisão?



FF: Eu acredito que a cobertura é boa, claro que é impossível comparar a Redetv com a Globo em termos de audiência, mas falando somente da transmissão sem considerar audiência e publico é possível dizer que esta no caminho certo.



SAG: Você tem medo de se machucar ou de sofrer um acidente grave ou a adrenalina não permite ter esse tipo de medo em uma corrida?



FF: Quando eu entro no carro eu não posso pensar nesse time de coisa, se for ter medo é impossível ser rápido, tem que esquecer dos riscos, logico que isso não significa ser inconsequente, você sempre tem que pensar em evitar qualquer tipo de acidente se for possível. Fora do carro o pensamento é outro, eu vejo pilotos morrendo nisso e acaba mexendo um pouco, mas independente disso você tem que ser profissional e seguir o que você gosta, a única certeza que a gente tem é que vai morrer um dia.



SAG: Quais as diferenças do carro do Brasileiro de Marcas para o carro da Top Race?



FF: São muitas diferenças,a maior delas é que o TR é tração traseira e o Marcas é tração dianteira. Isso significa que um deles tem tendência a escapar de traseira nas curvas(TR) e o outro escapa de frente(Marcas).Além disso o TR tem cerca de 100 cv a mais no motor. Tem uma diferença curiosa também,mas muito importante,na Argentina eles não usam direção hidráulica, e isso complica muito pelo fato de você se desgastar muito fisicamente, os caras que reclamam de cansaço aqui no Brasil não tem noção do que se passa dentro de um TR.



SAG: Qual recado você deixaria para os amantes de automobilismo que acompanham o Blog Stop and Go?



FF: Primeiro, espero que tenham gostado da entrevista. Quero deixar uma mensagem também pro pessoal que esta começando no automobilismo ou gostaria de pilotar para que não desista nunca do sonho de ser piloto mesmo sendo muito dificil você conseguir parceiros para isso. E para quem quiser saber um pouco mais sobre mim é só me seguir no twitter (www.twitter.com/fabinhofogaca72) ou me adicionar no facebook (Fabio Fogaça).

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Conexão SAG 2011 - Guto Nejaim

A equipe SAG tem o prazer de trazer a todos os amantes de motovelocidade uma entrevista acelarando fundo com Guto Nejaim, locutor esportivo da Sportv.

Stop and Go: Como surgiu seu interesse pela motovelocidade e pelo automobilismo?

Guto Nejaim: Surgiram o interesse por mim...rsrs.. Na verdade, quando a gente quer ser narrador, sabe que tem que saber de tudo um pouco. Havia feito algumas pouquíssimas etapas da Moto GP, isso porque já fazia o X-Fighters, o qual tenho um carinho enorme, já que foi minha primeira narração no canal. Foi quando fiz a etapa que o Shoya Tomisawa sofreu aquele fatídicio acidente. Houve um elogio grande aqui no canal e o pessoal resolveu apostar, até porque, o Sérgio Mauricio, que era quem fazia sempre, estava passando pelo mesmo processo que eu. Havia uma aposta muito grande nele no vôlei

SAG: Como profissional, qual foi sua primeira reportagem no automobilismo?

GN: Nunca fiz nenhuma. Até pensei em fazer um programa com o Fausto, mas ficou na ideia mesmo, já que a gente tem pouquíssimo tempo aqui no canal. Um dia a gente está na moto, no outro no futebol, em outro dia basquete e por aí vai. Comecei aparecendo como repórter, mas nos esportes radicais. Depois parti direto pra narração. E nem pensei em escrever sobre, porque o blog do Fausto é completo, satisfaz com tranquilidade

SAG: Algum profissional inspirou sua forma de narrar as corridas? Quem foi?

GN: Ah, o Sérgio Mauricio, sem dúvida! Narra demais. Tenho um respeito e carinho muito grande por ele. A vibração dele eu tiro pra todas as narrações. Um dos dias mais felizes na minha profissão foi quando ele disse pra mim que havia visto em casa e achou que estava "bom demais". Ali eu vi que estava no caminho, já que tinha meu estilo

SAG: Quais os maiores obstáculos que já enfrentou até chegar onde você está?

GN: No caso da moto? A aceitação do público, que é muito segmentado. E são pessoas que, muitas vezes, sabem muito, até por serem mais velhas e acompanharem há muitos anos. O público é muito difícil de agradar. Qualquer um. É necessário humildade, paciência e tempo, tempo mesmo. Mas tudo isso sem perder sua essência. Saber respeitar e ser respeitado. Porque, afinal de contas, vc está trabalhando, e tentando fazer o melhor, levar alegria e informação a quem está em casa. Mas, no início, a questão é que vc invade a casa do telespectador. Ele tá lá, no SEU sofá, com o SEU controle remoto, da SUA tv e vem você, que ele nunca ouviu antes, entra na casa dele sem pedir licença... o cara para e diz, "ué.. quem é esse aí?"...rs.. aquilo, por si só, já é motivo de desconfiança. E confiança leva tempo, né?

SAG: Qual a sua preparação para uma transmissão ao vivo?

GN: Estudar muito!! Ler bastante!! Converso sempre com o Fausto antes, a gente resenha mesmo, é engraçado. A gente se muitas vezes de manhã, ele na redação, na minha frente e eu tenho que fazer outro evento, por exemplo... A gente pouco conversa, a não ser que haja algum acontecimento naquela semana que já saibamos que estará na transmissão. Mas, no dia, a gente sai conversando, batendo papos, falamos sobre as notícias do blog... só que hoje em dia é bem mais tranquila a transmissão, a gente tá muito "azeitado". Antigamente eu entrava muito mais pilhado; hoje vou tranquilo, calmo, sereno... e a voz tem que estar tinindo, pq são 4 hs falando...rsrs

SAG: Como aconteceu o convite para narrar a Motovelocidade e o X-Fighters?

GN: Então, foi o que te falei lá em cima: o X-Fighters começou aqui no Sportv junto comigo...rs... E nem ao vivo era. E como eu fazia muita coisa de esportes radicais, e tinha uma corrente do setor querendo que eu fosse narrador, huove uma investida, nos eventos sendo gravados. O primeiro comentarista com quem trabalhei foi o... Fausto! rsrs... Depois, o X-fighters passou a ser ao vivo e hoje é o sucesso que é, levando 100 mil pessoas pra Esplanada dos Ministérios, como a gente viu esse ano. Quanto a moto, existe uma corrente - bem positiva por sinal - da segmentação de alguns esportes. É claro que ninguém é dono de esporte nenhum, nem dá pra fazer isso no futebol, mas a ideia é que o assinante se acostume com aquela voz, com aquele trabalho, que vc se sinta na transmissão mesmo, já imaginando com será. é muito legal isso. A gente vê isso com o Sérgio no vôlei, o Roby no basquete, o João na natação, o Daniel no futsal, o Lucas no atletismo, eu na moto e nos radicais. É claro que a gente faz tudo e qualquer um pode fazer a moto, mas tem sido assim e é ótimo isso

SAG: Desde quando você acompanha a Motovelocidade? O que mais chama a sua atenção nessa categoria?

GN: Há muito tempo, porque já trabalho no Sportv há 10 anos quase. Antes de narrar, já fui produtor e coordenador de eventos. Já curtia, gostava e trabalhei muito no evento sem estar narrando. O que me chama atenção é a moto 2. É demais, e ano qeu vema moto 3 será muito boa, embora com adaptações a serem feitas pra 2013, o que é natural pra uma categoria nova

SAG: Qual foi a sensação de comentar a primeira corrida da moto de sua carreira? Quando foi e qual etapa?

GN: Sabe que não me lembro?? Ahahahahah... Me pegou de surpresa

SAG: Como é trabalhar ao lado de Fausto Macieira nas transmissões do Sportv?

GN: Maravilhoso. Sabe muito e é um grande amigo. Foi o responsável por eu ser o que sou hoje na moto, principalmente aos olhos dos telespectadores (os que gostam das narrações, claro...rs)... Ele faz um lobby danado pra eu comprar uma moto...rs... Já falei pra ele que vou comprar, pra ele ter calma...rs

SAG: Qual a sua expectativa para a estréia de Eric Granado na temporada 2012 da Moto2?

GN: Caramba, total!! Finalmente teremos um representante, e a família motovelô está carente, está ansiosa por isso!! Mas veja bem: a expectativa é grande, porém realista. Há a necessidade dele conhecer a "instituição" moto2: os circuitos, a moto, o estilo, os pilotos, "se" conhecer... entrosar mesmo. será um ano de adaptação, o que também é perfeitamente compreensível. É importante que o torcedor entenda isso

SAG: Já teve a oportunidade de pilotar uma moto da categoria da motovelocidade? Qual foi a sensação?

GN: Sou um motoqueiro sem moto!! ahahahahaha... Mas tinha vontade, sou apaixonado por motos

SAG: Você já realizou alguma transmissão do X-Fighters in loco tirando Roma e Brasil? Como foi fazer esse trabalho?

GN: O primeiro X-Fighters no Brasil, em 2008, no Sambódromo. Indescritível! Mas espero que ano que vem possamos estar em mais etapas in locco. É uma sensação única ver os pilotos ali, na sua frente. Da mesma forma que foi ver os do Air Race. Demais.

SAG: Qual a categoria que gostaria de narrar que ainda não teve oportunidade?

GN: Nascar. É demorada, mais é muito bacana, é rústica e moderna ao mesmo tempo... dá sensação de arena, de competição no sentido mais puro da palavra. Mas o que queria mesmo era narrar uma etapa da motovelô in locco. Isso seria espetacular

SAG: Qual foi sua maior dificuldade em uma transmissão de esporte a motor?

GN: Conhecer os pilotos e conquistar o público. Saber que estava sendo avaliado por vários "Faustos"...rsrsrs

SAG: Qual recado você deixaria para os amantes de automobilismo que acompanham o Blog Stop and Go?

GN: Acelerem!! Mas com responsabilidade e capacete!

Crédito da foto: site goleada de informações


quinta-feira, 26 de maio de 2011

Conexão SAG 2011 - Guilherme Silva

A equipe SAG tem o prazer de trazer a todos os amantes de automobilismo uma entrevista acelarando fundo com o piloto Guilherme Silva, lider do campeonato da F-3 Sulamericana.

Stop and Go: Como surgiu seu interesse pelo automobilismo?

Guilherme Silva: Comecei a correr de kart em 2004, com 10 anos, quando fui num kartódromo ver uma prova, mas, quando chegamos lá era apenas um dia de treino. O dono da pista me convenceu a dar uma volta e gostei muito, daí, entrei para esta esporte que hoje faz parte da minha vida.

SAG: Qual foi a sensação de conquistar seu primeiro campeonato nacional de kart? E o que mais te marcou neste campeonato?

GS: Foi incrível porque eu não imaginava que poderia ganhar. O que mais tocou foi porque na final eu caí para o sexto lugar e para ser campeão precisa chegar em P2 ou P1. Consegui ultrapassar o pessoal e ganhei. Me emocionou muito.

SAG: Qual a importância em seu desenvolvimento como piloto de ter participado de uma temporada na categoria KF3 antes de participar da KF2?

GS: Foi muito importante, pois, os equipamentos eram muito parecidos e como era meu início na Europa eu tinha de mostrar o meu potencial para conseguir a atenção da equipe. Já consegui me destacar na terceira prova, em Castelleto, quando venci três provas classificatórias.

SAG: Qual foi a sensação de competir pela primeira vez fora do Brasil? E logo depois ingressar na equipe Tony Kart Junior Team?

GS: Foi muito diferente, pois, a primeira prova foi no SKUSA, em Las Vegas, em uma competição realizado no estacionamento de um hotel. Foi meu primeiro contato com um kart importado que é completamente diferente do nacional. Pelos meus bons resultados fui convidado pelo Roberto Robazzi, dona da Tony Kart, a integrar o time Júnior da marca.

SAG: Como foi competir num dos campeonatos mais difíceis do kart, a WSK?

GS: Foi muito difícil mesmo. O nível é extremamente elevado, tem vários pilotos e você precisa ser rápido o tempo inteiro. Fora isso, você precisa também saber ultrapassar e ter o pensamento de não se envolver em nenhuma batida.

SAG: Na F3 Open você correu contra vários pilotos que agora estão na Europa, o que aprendeu nesta categoria?

GS: Serviu como um grande aprendizado, pois, tinham pilotos como o Lucas Foresti, que está ganhando corridas lá fora e, de um jeito ou de outro, servem como uma referência.

SAG: Como está sendo sua adaptação do kart para uma categoria de Fórmula?

GS: Está sendo muito boa, pois, fizemos uma boa quilometragem de treinos no segundo semestre do ano passado o que me permitiu começar a temporada já bastante adaptado ao carro.

SAG: Como está sendo iniciar na F-3 Sudam, após uma longa carreira no Kart?

GS: Está sendo muito bom. O carro é rápido, difícil de andar no limite.

SAG: Como é a procura por patrocinador para um piloto ingressar na F-3 Sudam?

GS: Esta é parte mais difícil, pois, a temporada tem custo bastante elevado e, infelizmente, não temos uma visibilidade de mídia que nos permita convencer a maioria das empresas que vale a pena o investimento.

SAG: Quais as principais diferenças entre um kart e um F-3, em relação ao estilo de pilotagem?

GS: É muito diferente. As reações do kart são muito mais rápidas apesar da velocidade menor. No fórmula as coisas acontecem mais devagar. Mas, por outro lado, guiar um fórmula é muito mais complexo que um kart.

SAG: Das pistas que fazem parte desse campeonato, qual acredita que será a mais difícil?

GS: Acredito que as provas da Argentina e Uruguai. As duas serão realizadas em circuito de rua onde eu não tenho nenhuma experiência e qualquer erro significa uma batida e estar fora da corrida.

SAG: Qual circuito da temporada você anseia em pilotar e conquistar uma vitoria?

GS: Com certeza Interlagos, pois, é a pista mais importante do país e palco da F-1.

SAG: Você pretende participar de outras categorias nessa temporada ou somente da F-3 Sudam?

GS: Ao conquistar o vice-campeonato Brasileiro de Kart do ano passado ganhei 50% de desconto na temporada da F-Futuro. Apesar dos calendários serem coincidentes em duas etapas vou fazer só a primeira corrida, neste final de semana, em Interlagos.

SAG: Você pretende participar de quantas temporadas da F3 Sudam? E quando pretende ir para a Europa ou EUA?

GS: Fizemos apenas a primeira rodada do Campeonato. Estou muito focado em fazer uma boa temporada e vencer corridas. No segundo semestre vamos começar a analisar as possibilidades e tomar a decisão com calma e estratégia para não desperdiçar o orçamento.

SAG: Qual é o seu maior sonho dentro do automobilismo?

GS: Mesmo sabendo que é muito difícil, o sonho é chegar à F-1, como todos que começam no kart.

SAG: Qual recado você deixaria para os amantes de automobilismo que acompanham o Blog Stop and Go?

GS: O automobilismo é um esporte que envolve muita adrenalina e emoção. Conto com a torcida de vocês e dentro de alguns dias meu novo site estará no ar. Acompanhem pelo www.guilhermesilva.com e também me sigam no twitter @guisilva_.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Conexão SAG 2011 - Danilo Dirani

A equipe SAG tem o prazer de trazer a todos os amantes de automobilismo uma etrevista sensacional com o piloto Danilo Dirani, da Fórmula Truck.

Stop and Go: Quem foi o seu maior incentivador em sua carreira?

Danilo Dirani: Posso dizer que toda minha família e em especial meu pai. Quando a gente começa pequeno, fazemos aquilo que os pais dizem, mas se gostamos mesmo, continuamos. Então meu maior incentivador, foi meu pai.

SAG: Como foi seu contato com Ayrton Senna? E o que mais aprendeu com ele como piloto?

DD: Meu pai sempre foi amigo da família. Ele tem oficina mecânica e sempre cuidou dos carros da família. Então quando o Ayrton cresceu, convivia bastante lá com meu pai nos carros. Quando em 1991 ele fez a pista na fazenda, em Tatuí, convidou meu pai para que montasse 3 kart "cadetes" para criança, para que eu, o Bruno e o Fabinho começassemos a brincar e desde então nunca mais parei.
Lembranças tenho bastante, meu primeiro capacete foi ele quem me deu, meu macacãozinho quando tinha 8 anos tinha os bordados que ele usou no macacão da Mclaren... Além de fotos e vídeos que guardo com carinho!
Assim como as lições de vida e sua personalidade que até hoje me servem como molde.

SAG: Qual foi a importância do Kart em sua carreira no automobilismo? Você acredita que o Kart é um formador de grandes pilotos? Você que ainda vive no ambiente do Kart, qual a sua maior motivação para continuar competindo?

DD: O kart sempre foi minha paixão e continua sendo até hoje...Hoje é meu hobbie e minha profissão também. Trabalho no desenvolvimento dos karts da KART MINI, tanto Shifter como dos sem câmbio, mas o Shifter posso dizer que é meu brinquedo predileto! HAHA
Sempre fui muito focado em fazer o melhor e quando voce faz isso com algo que voce gosta e se sente confortável, fica muito mais fácil e divertido! Então, acredito que meu sucesso no kart tenha sido basicamente feito em cima de minha paixão e isso impulsionou tudo que precisei fazer para alcançar os resultados.
O kart é um esporte muito físico e mental, não é simplesmente ir la e guiar, então sua dedicação vai além das pistas, com um trabalho físico apropriado.
Hoje também, sou integrante do SuperKartBrasil, junto com outros 6 renomados pilotos de kart. Nosso intuito é de ter os melhores pilotos, com os melhores karts, nas melhores e trazer o sucesso do Brasil, tanto no kart como no automobilismo de Fórmula.
Tentar fazer do kartismo um esporte com um aspecto mais profissional.

SAG: Como foi iniciar sua carreira na Fórmula 3 Sul-Americana, após uma longa carreira no Kart?

DD: Foi o passo natural, já que meu foco era tentar F1...Foram 2 anos muito bons na Sulamericana.
Fui vice-campeão em 2002, competindo contra o Nelsinho Piquet, Thiago Medeiros, Wagner Ebrahim. Foi um ano muito competitivo, mesmo correndo com um orçamento bem curto na equipe Cesário Formula, doAugusto Cesário.
Em 2003 foi um ano perfeito. Pude fazer uma boa pré-temporada, tive um orçamento necessário para ter tudo que precisei. Me tornei campeão com um recorde absoluto de vitórias, poles e melhores voltas. Foram 14 vitórias, 14 poles e 18 melhores voltas em 18 corridas!!
Tenho muito que agradecer a toda equipe Cesário Formula por este ano e ao meu investidor daquele ano.

SAG: Quais as principais diferenças no campeonato de Kart e o de Shifter Kart? E quais as principais dificuldades dessas categorias?

DD: Shifter kart são os karts com câmbio, de 6 marchas que podem chegar a quase 50cv de potência. Usamos freios na frente. Faixa de torque bem curta, variando entre 9000rpm até 13800rpm...
Apesar de usarmos o mesmo chassi de um kart normal, é uma técnica completamente diferente do kart convencional, sem cambio.
É um ótimo treino para qualquer categoria de automobilismo, já que exige muita capacidade física e mental.
Na verdade é minha paixão e não vou deixar de treinar e correr com o Shifter tão cedo!

SAG: Quais foram os obstáculos para conseguir uma vaga na Fórmula 1, após o campeonato na Fórmula 3?

DD: Para querer chegar na F1, você tem que ir para Europa, mas vi que não depende de você para isso. Chegar lá e bater recorde de pista, vencer corridas, não importa em nada se você não tem uma estrutura forte em grana. Sem isso, além de não conseguir seguir subindo de categorias, o piloto não consegue entrar nos esquemas das melhores equipes.
Então, hoje é assim: se você tem grana para bancar, 4, 5 anos de Europa, vai. Senão, procure EUA ou alguma categoria de Turismo.
Isso que quis dizer, pois não tinha um esquema para várias temporadas e sim para uma... Sendo assim, a melhor escolha seria ter ido para o EUA e tentar me destacar por la. Mas enfim, no final tudo acabou dando certo

SAG: Após a Europa, você participou da F-Atlantic nos Estados Unidos, com isso você ainda tem o sonho de competir na Fórmula Indy? Porquê?

DD: Foi um ano muito legal e foi lá que percebi que deveria ter ido para lá anos antes. O americano ainda enxergava (ou enxerga) o automobilismo ainda como esporte e não como uma enorme empresa.
Mas foi um ano em que fui 5º no campeonato acho e tinha um orçamento de US$350.000,00 sendo que as equipes tops pediam cerca de US$950.000,00. Soa até ridículo em dizer, mas foi assim que corremos... Porém, foi um ano bom pelas condições, mas ninguém enxerga isso, ou você chega com grana e vence corridas, ou volta para casa. Mesmo nos EUA.

SAG: Qual foi a sensação de pilotar na Fórmula Truck, após uma longa carreira em carros?

DD: Conheci o Aurélio em final de 2006, depois da temporada na Atlantic, quando fui acompanhar o Dennis numa final da Seletiva de Kart da Petrobras. Ele era uma pessoa especial em suas atitudes e sua personalidade. E me contou em pouco tempo, o que era a categoria dele.
Eu não pensava realmente em correr de caminhão tão cedo. Mas sempre tive minha cabeça aberta a todas as oportunidades.
Além de que, estava muito chateado com a realidade do automobilismo fora do Brasil. Depois daquele ano, sempre segui o que meu coração queria em relação a corridas e fui ver uma etapa da Truck, 2 semanas depois.
Admito que achei a Formula Truck sensacional, animal! Impressionante ver os Trucks passando naquela velocidade. Chamei os pilotos de xaropes! HAHA
Vi naquele dia toda a estrutura da categoria, o quanto de pessoas que gostam e curtem ver os caminhões e vi que se quisesse viver de corrida algum dia, a Truck seria sem dúvida uma das melhores opções.
No começo de 2008, tive a chance de guiar o Truck, a convite do Aurelio e lá me apaixonei de vez. Sempre gostei de desafios e aprender as manhas do caminhão foi a coisa mais desafiadora que tive na minha carreira.
Então, agradeço muito ter conhecido o Aurelio no tempo em que ele ainda era vivo, ter tido o contato com a categoria. Hoje sou muito feliz no que faço e na Truck e quero me manter na categoria por varios anos.
Fiz muitos amigos e a categoria é uma enorme família. E cada corrida que passa, vejo que é um privilégio estar lá.

SAG: Qual o circuito mais difícil, desgastante e técnico para se guiar um caminhão da Fórmula Truck? Por quê?

DD: Creio que não existe um circuito tranqüilo para se guiar um caminhão de corrida. Em todas as pistas, você toma algum susto...haha!
Mas Londrina e SP são os mais desgastantes...porque nessas pistas têm “curvas-retas” onde, de caminhão, é realmente uma curva.
Em Interlagos, seria a curva do “Sol”, “mergulho” e a subida do “café”. Admito que muitas vezes dá medo e fazer de pé embaixo, é pra poucos! Haha
Em Londrina tem a curva do final da reta dos boxes, e depois da reta oposta.
Mas é muito emocionante e manhoso guiar o Truck. É sensacional!

SAG: Como é sua preparação para encarar um fim de semana de corrida?

DD: Treino quase todo dia, para agüentar uma semana de corridas, tanto na Truck quanto nos testes ou corridas de kart.
Uso bastante o boxe como preparação específica e musculação voltada para resistÊncia. Até porque para o kart, preciso manter um peso bom, pois se caso passar do peso mínimo, estarei perdendo.
Além da principal preparação, a mental, que faço um treino pessoal mesmo...Sem teu equilíbrio mental, não importa se você tem o melhor físico e o melhor equipamento.

SAG: Como é ter como chefe de equipe um piloto experiente, como Djalma Fogaça?

DD: Já sabia do Djalma antes mesmo de entrar na Truck. Não pessoalmente, mas sabia de toda sua carreira.
É um apaixonado por corridas e sabe muito mesmo de caminhão de corrida.
Me dei muito bem com ele, a gente consegue se entender quando estamos no final de semana de corrida e o entrosamento do piloto com o chefe de equipe é essencial.
O admiro muito e é muito bom ter contato e trabalhar com alguém que você admira.
Tirando o que o cara guia ne. Varias vezes quando estamos treinando, ele sobe no caminhão e só da UMA volta...E vira um temporal!!

SAG: Quais as principais diferenças entre as montadoras pela qual você já guiou na Fórmula Truck?

DD: Hoje na Truck, esse é um aspecto muito interessante. Cada marca tem seu regulamento específico e mesmo sendo tão diferentes, na pista os tempos são muito competitivos.
Meu Ford por exemplo, tem mais ou menos 1100 cavalos e pesa uns 4000kgs. O Scania que é a atual campeã com o Roberval Andrade, pesa cerca de 4600kgs e tem mais de 1300 cavalos. E viramos tempos parecidos!
Acredito que hoje a categoria está muito competitiva e é muito legal de saber que todos os caminhões que lá correm, são os mesmo que são usados na rua. Claro que adaptados para a corrida.

SAG: Qual a sua expectativa para a sua terceira temporada na Fórmula Truck?

DD: Espero pode vencer minha primeira corrida na categoria e quem sabe brigar pelo título no final do ano. Toda equipe DFMotorsport e o caminhão Ford, merecem um bom resultado, já que ano passado mostramos todo nosso potencial.

SAG: Qual circuito você gostaria de participar de uma corrida de todas as categorias que você já participou?

DD: Gostaria de correr de Truck em Spa-Francochamps! Seria alucinante fazer a “ AU ROUGE” com um caminhão de corrida!!

SAG: Qual momento que mais te marcou no automobilismo?

DD: Acho que tive sorte de ter tido vários momentos marcantes na minha carreira.
Não posso dizer um só momento, mas posso dizer que todos os meus 31 títulos de campeão foram marcantes.
Mas um momento marcante mesmo, foi quando assinei meu primeiro contrato como profissional, porque na verdade, isso foi tudo que eu sempre quis.

SAG: Qual é o seu maior sonho dentro do automobilismo?

DD: O que sempre quis na minha vida, foi viver de automobilismo. Acordar todo dia e pensar no mundo de corridas, me tornar profissional.
E isso consegui na Truck, espero continuar muito tempo na categoria e vencer um campeonato.
Estou aberto sempre a novas oportunidades, mas hoje estou muito feliz na Truck e posso dizer que me apaixonei pela categoria.

SAG: Qual recado você deixaria para os amantes de automobilismo que acompanham o Blog Stop and Go?

DD: Isso aí galera, obrigados a todos que leram a entrevista e conto com a torcida de todos, tanto na Truck quanto no kart.
Façam sempre aquilo que vocês tem vontade e corram atrás dos seus sonhos que de alguma forma vocês alcançarão!