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quinta-feira, 10 de março de 2011

Entrevista de Blogueiro - Rodrigo Wizard

A equipe SAG tem o prazer de trazer a entrevista realizada com Rodrigo Wizard, dono do site F1BC.

Stop and Go: Como surgiu seu interesse pelo automobilismo?

Rodrigo Wizard: Desde pequeno, em meu primeiro álbum de figurinhas da F-1, as primeiras miniaturas, e através da TV nas manhãs de domingo.

SAG: Desde quando você acompanha a Fórmula 1? O que mais chama a sua atenção nessa categoria?

RW: Desde que me conheço por “gente” rs. O fato de ser a categoria que carrega o topo do automobilismo, seja com carros, equipes ou pilotos me fascina, a cada GP eu me sinto presenciando parte desta história.

SAG: Quando e porque surgiu a idéia de fazer o site sobre automobilismo?

RW: No caso do F1BC a idéia cresceu quando vi juntamente com meus amigos que era possível se divertir online. Games de corrida sempre foram um vício, e quando tive a oportunidade de desenvolver isso online, e depois evoluir para uma simulação de corridas, não tive dúvidas de que seria divertido para viciados como eu.

SAG: Quais os maiores obstáculos que você enfrentou até chegar onde você está?

RW: Evoluções tecnológicas são sempre obstáculos consideráveis, mas talvez o maior desafio tenha sido controlar meu próprio vicio em correr online para poder me dedicar à evolução da atividade como um todo.

SAG: Qual momento que mais te marcou no automobilismo?

RW: Negativamente foi a morte de Ayrton Senna (Imola 1994). Positivamente talvez tenha sido o título sofrido de Michael Schumacher (Suzuka 2003). E a aposentadoria do alemão (Interlagos 2006) também foi algo impressionante pelo que o vi “in loco” fazer na pista.

SAG: Você já teve alguma desilusão com o site? O que te fez continuar com o trabalho?

RW: Nunca cheguei a ter uma desilusão que me fizesse pensar em desistir. Os grandes amigos que fiz são pessoas que apoiam o F1BC e nunca me deixaram desanimar.

SAG: Como são feitos os encontros entre os participantes das categorias?

RW: Tudo funciona online, através do www.f1bc.com/forum , e através de nosso canal de comunicação por voz, onde todos se reunem e se divertem.

SAG: Como são gerenciadas as corridas online para que não haja problemas?

RW: É preciso acumular uma boa experiência, não apenas como espectador de corridas ou como piloto virtual, mas como diretor de prova. Esta parte de direção de prova é fundamental. E há a parte técnica, entender o simulador, suas configurações, características. É um ambiente de amizades e diversão, mas para um esporte com seriedade, e temos de colocar tudo isso em harmonia.

SAG: Qual Software (jogo) é utilizado para a realização dos campeonatos?

RW: Atualmente utilizamos o rFactor.

SAG: A equipe do F1BC é quem desenha os carros das categorias ou cada participante é responsável?

RW: As pinturas dos carros são estilizadas pelas equipes que compõe o grid. Felizmente nós do F1BC conseguimos proporcionar um ambiente de respeito e seriedade e isso ajuda estas equipes a atrairem patrocinios para estamparem em seus veiculos.

SAG: Como é feito as inscrições de pilotos para participar e como são escolhidos?

RW: Os pilotos são atualmente divididos por quatro níveis de experiência, então eles são distribuidos de acordo com isso para as categorias mais indicadas. Os novatos correm entre si, por exemplo, para que o campeonato seja equilibrado. Os pilotos aceitam um termo de adesão, basicamente o regulamento da categoria, e cumprem com o valor da inscrição.

SAG: Quando começou a idéia de fazer corridas online?

RW: Minha experiencia com games online vem desde 1998, mas entrando no segmento das corridas apenas em 2005, quando consegui um computador apropriado para isso.

SAG: Em sua opinião, qual jogo é o melhor Grand Prix 4 ou RFactor? Por quê?

RW: O GP4 é respeitável, mas não possui o “multiplayer” para que se desenvolva um campeonato online. Então para este propósito o rFactor é a opção ideal entre as duas.

SAG: Quais os softwares são utilizados para a confecção das pistas e se foi difícil para aprender a usar e configurar?

RW: Nosso responsável no desenvolvimento de carros e circuitos é o Fagner Roberto, ele é muito bom nisso e conseguiria cumprir profissionalmente um trabalho 3D sem dificuldades.

SAG: Qual recado você deixaria para os amantes de automobilismo que acompanham o Blog Stop and Go?

RW: Foi muito legal participar desta sabatina do Stop And Go, é uma parceria muito bacana e espero que continuem acompanhando as novidades, tanto do SAG quanto do F1BC!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Entrevista de Blogueiro - Cadu Rolim e Glaucio Peron

A equipe SAG tem o prazer de trazer a entrevista realizada com Cadu Rolim e Glaucio Peron, donos do blog Auto Terra, que trata sobre tudo de rali.








Cadu Rolim

Stop and Go: Como e quando surgiu essa paixão pela fotografia?

Cadu Rolim: Realmente, a fotografia sempre foi uma paixão e continua sendo. Desde adolescente sempre me interessei por fotografia, pelas as técnicas e o olhar fotográfico. E naquela época essa paixão ainda era feita na película (filme) fotográfico, sem os mega recursos digitais que temos hoje
.

SAG: Como surgiu o interesse em fotografar eventos automobilísticos?

CR: Digamos que foi uma juncão de duas paixões: esporte a motor e fotografia. No meu caso, é o segredo para trabalhar no que se gosta e gostar de trabalhar. Pra mim não tem combinação melhor para fotojornalismo.

SAG: Quem foi o maior incentivador em sua carreira?

CR: Essa não é uma carreira fácil, o mercado é restrito, técnico, competitivo e pouco valorizado no Brasil. Tive várias pessoas que me apoiaram desde o início e acreditaram na qualidade do meu trabalho e no meu talento. Uma pessoa que desde o início difícil e até hoje me apoiou, foi meu sócio Felipe Bahia. Juntos idealizamos e criamos o Autoterra em 2006, o que acabou sendo palco da minha carreira de fotografia de esportes. Seria compicado listar todos as pessoas que me incentivaram também, mas todos meus amigos(as) no rally e na fotografia participam e compartilham minhas conquistas.

SAG: Como surgiu a oportunidade de registrar o rali Dakar?

CR: Ir ao Dakar sempre foi um sonho antigo, meu e do Gláucio. Desde 2009 quando o rally veio para a América do Sul, esse sonho começou a se tornar um pouco mais próximo. Mesmo assim somente agora na edição 2011, que decidimos que iríamos de qualquer forma, mesmo sem grana, sem estrutura, sem planejamento, no verdadeiro espírito aventureiro. A partir do momento que compramos nossas passagens para Buenos Aires e conseguimos nos credenciar oficialmente no evento, cerca de uns 15 dias antes da largada, é que essa oportunidade se oficializou. Daí em diante, foi o trabalho de preparação, criar o blog, divulgá-lo, e colocar em prática toda nossa experiência em rallyes

SAG: Você já passou por algum apuro para conseguir uma boa foto? Qual foi?

CR: Todo fotógrafo de esportes radicais um dia já passou algum aperto ou vários. No automobilismo em geral a situação mais perigosa acontece quando o veículo perde o controle em uma curva ou mesmo na reta e vai pra cima do fotógrafo! No rally além disso existem os riscos naturais, como abelhas, formigas, animais pessonhentos, etc. Já tive de desviar de carro fora de controle durante um capotamento, correr de abelhas, formigas, atravessar rios, subir em árvores, fugir de cachorro, escalar torres de alta tensão, pular arame enfarpado, andar por vários e vários quilômetros a pé sem água e sem comida, pegar carona em qualquer meio de transporte, ficar perdido..... ou seja, as situações são as mais diversas possíveis. Nesse Dakar durante a largada promocional eu subi no terraço de um prédio para fazer fotos de um ângulo diferente. Ainda bem que não tenho medo de altura, pois não foi fácil mas o resultado valeu muito a pena. (ver fotos abaixo)




SAG: Quais os maiores obstáculos que você enfrentou até chegar onde você está?

CR: Foram vários. No início o maior obstáculo era simplesmente ir aos rallyes, devido a dificuldade financeira para transporte e hospedagem. Peguei muita carona e ônibus (e ainda pego) para ir aos eventos. Outra grande dificuldade foi divulgar meu trabalho e criar nossa rede de contatos e parcerias com outros profissionais. Nesse ponto o site Autoterra.com.br foi e é crucial até hoje. O segredo é superar todos os obstáculos para chegar ao seu destino e atingir seus objetivos.

SAG: No rali Dakar, qual o local onde você mais sentiu dificuldade de fotografar a etapa?

CR: Foi bem complicado fotografar os caminhões durante o deslocamento até a cidade Tafi del Vale (Argentina), durante uma subida de serra, sem uma reta sequer. Sumibos quase 2 mil metros de altitude, em 80 Km de percurso. Fiz as fotos de dentro de um Troller, esprimido, pela janela, em pleno movimento no meio dos “gigantes”. Ainda bem que meu estômago é forte. Valeu muito a pena, pois as paisagens e a ocasião eram únicas!(ver foto abaixo)


SAG: Qual a imagem ou fato mais marcante que presenciou numa etapa do rali Dakar?

CR: Bem, o fato mais marcante não foi somente em uma etapa, mas a todo momento. A presença e paixão do público argentino pelo rally é uma coisa realmente ímpar. Já haviam me contado, mas mesmo assim fiquei muito impressionado, pois haviam multidões em todos os lugares e horários, famílias (incluindo o cachorro de estimação) que dormiram acampados na estrada apenas para ver os veículos no dia seguinte. Me lembro bem quando passamos pela cidade de Salta (Argentina), em uma avenida principal da cidade. Já era quase 11h da noite e as pessoas lotaram as calçadas apenas para ver a passagem do rally por lá. Já haviamos viajado quase 1200 km nesse dia, há quase 20h na estrada, super cansados, sem dormir, sem comer. Mas quando o sinal de trânsito fechava, as pessoas se aproximavam do carro querendo tirar fotos, pedindo brindes ou apenas querendo saber de onde você era. O sorriso e a felicidade desse povo fazia tudo valer a pena
.


SAG: Já aconteceu algum fato inusitado durante uma cobertura fotográfica?

CR: Acredito que estar lá no Dakar, junto com os melhores pilotos e navegadores, com a imprensa do mundo todo já era um fato inusitado para mim e para o Gláucio. Ver de perto as supermáquinas do off-road e toda estrutura que um rally desse porte envolve, talvez tenha sido não um fato, mas uma cobertura inusidata. Mesmo já tendo coberto outras provas grandes como o Rally dos Sertões.


SAG: Como surgiu a idéia da parceria com o Gláucio na criação de um blog sobre rali?

CR: O Gláucio é um grande parceiro de coberturas de rally. Na verdade ele foi quem mais botou lenha nessa idéia de ir para o Dakar. Depois que compramos nossas passagens de última hora, decidimos criar o blog para compartilhar nossa experiência e material jornalistico com vários amigos, parceiros, e público que gosta de rally. O blog nesse projeto do Dakar foi essencial.

SAG: Quais outros eventos automobilísticos você gostaria de realizar uma cobertura fotográfica?

CR: Em primeiro lugar, desde que retornamos da viagem, já estamos trabalhando no projeto para cobrir o Dakar 2012, mas na sua totalidade e com carro próprio. Por outro lado, pessoalmente eu tenho muita vontade de cobrir a F1 e o rally WRC (Campeonato Mundial).



SAG: Como surgiu a idéia do nome Auto Terra para o blog?

CR: A idéia do nome foi criada pelo amigo de trilhas e faculdade, Felipe Bahia, que fundou o Autoterra.com.br junto comigo. A idéia era traduzir no nome a junção de automóveis na terra, o mundo off-road. Acho que funcionou bem.

SAG: Conte-nos uma boa lembrança ou uma boa matéria que aconteceu no rali Dakar presenciada por você?

CR: Como toda cobertura de rally, passamos por vários "perrengues". Creio que o mais marcante foi nosso retorno ao Brasil, depois de ter chegado a uma etapa da entrada do rally no Chile, no norte da Argentina, em San Miguel de Jujuy, há 2 mil km de Buenos Aires. Infelizmente não conseguimos carona para seguir ao Chile e decidimos retornar ao Brasil de alguma forma. Basicamente foram dois dias, andando em vários ônibus urbanos e interurbanos, taxi, carona, avião, dormindo no saguão do aeroporto, sem banho, a base de lanchinho/café e sem dinheiro argentino (pesos). Foi praticamente uma odisséia para chegar em casa. Pretendemos contar essa história em detalhes em nosso blog.


SAG: Qual a etapa do rali Dakar é mais complicada em detalhes de cobrir?

CR: Infelizmente, como não conseguimos cobrir o rally todo e não tivemos a chance de realizar a cobertura da etapa das dunas gigantes (em Iquique). Mesmo assim creio que essas seriam as condições mais complicadas para competidores e também para nós da imprensa. Ano que vem a gente conta como é.

SAG: Qual recado você deixaria para os amantes de automobilismo que acompanham o Blog Stop and Go?

CR: Corra atrás do seus sonhos. No automobilismo, se você quer ser piloto, navegador, mecânico, chefe de equipe, jornalista ou apenas se envolver com o evento, é preciso estar lá e viver tudo de perto. Ainda mais no Brasil onde esse esporte não tem tanto incentivo e divulgação como deveria ter. Deixo também nossos agradecimentos ao Blog Stop and Go pela convite da entrevista, estamos sempre dispostos para unir forças e fortalecer o esporte.



Glaucio Peron

Stop and Go: Como surgiu o interesse em cobrir eventos de rali?

Gláucio Peron: Surgiu como uma opção de estar mais próximo das competições de rali, pois participar delas era difícil devido as dificuldades financeiras
.

SAG: Qual o furo de reportagem inesquecível de sua carreira?

GP: Bem, na verdade não foi um furo propriamente dito, mas no Rally do Sertões de 2007 fui cobrir a largada e bastidores em Goiânia e fomos o primeiro site a veicular a noticia dos resultados do super prime, até antes mesmo do site oficial, isto me deixou feliz porque ter uma pessoa para cobrir o evento in loco, não da redação, faz toda a diferença.

SAG: Como era a acomodação para a imprensa durante os especiais do rali Dakar?

GP: Ótimas, a sala de espera do aeroporto de Salta era muito confortável !! Rssss... De uma forma geral toda estrutura do Dakar é muito boa e a imprensa se mistura aos demais envolvidos no rally (organização, competidores, equipes). Apesar de existirem duas salas de imprensa, somente uma delas tinha internet via wi-fi, a sala dos jornalistas pagantes.

SAG: Quais foram as maiores dificuldades enfrentadas na Argentina? Como as superou?

GP: Na verdade no esquema que nós fomos, estar lá já era um grande feito. Eu e o Cadu tomamos a seguinte premicia, “Carpien diem”, vivemos aquele instante, aproveitamos aquele dia, se não conseguíssemos carona no próximo dia para continuar a seguir o rally, voltaríamos sem nenhuma espécie de frustação.


SAG: Quais os maiores obstáculos que você enfrentou até chegar onde você está?

GP: Obstáculos fazem parte da vida em todos os sentidos, por isso que a perseverança é a qualidade que mais admiro no ser humano. Pensar na vida sem pensar nos obstáculos que ela vai te colocar, é a mesma coisa que pensar em uma prova de rally só feita de uma reta interminável, sem curvas, saltos, atoleiros, dunas, terrenos perigosos, avarias no carro, defeito mecânico, imprevistos e adversidades, ou seja, seria muito sem graça!

SAG: Já teve a oportunidade de estar dentro de um carro de rali? Qual foi a sensação?

GP: Sim, claro. Além de estar dentro de um carro de rally, Cadu e eu já tivemos a oportunidade de estar dentro de uma especial, fazendo a vez do navegador, cantando a navegação para um piloto profissional, que é o gente boníssima Norton Lopes. A Mitsubishi tem uma aparato muito bacana para o pessoal da imprensa que cobre a Mitsubishi Cup, eles tem um carro de competição com um piloto só para levar os jornalistas como navegadores para sentir toda emoção de uma competição de rally. É tão bacana o esquema, que você tem que vestir macacão, sapatilha, bala-clava, capacete , tudo como manda o figurino. E quem é foi responsável por essa oportunidade é a Giorgia Torello, assessora de imprensa da Mitsubishi, que sempre foi um anjo em nossa saga como jornalistas de rally.

SAG: Qual a reportagem mais marcante que realizou numa etapa do rali Dakar?

GP: Stéphane Peterhansel (vencedor veterano do Dakar), e sua simpática esposa Andrea Mayer (piloto de moto, carro e caminhão), mas não em uma etapa do Dakar, e sim quando vieram ao Brasil em 2007.


SAG: Qual situação mais embaraçosa ou divertida que você já passou para cobrir um evento?

GP: Inúmeras, desde ficar sem moeda corrente no interior da Argentina (pesos argentinos), a mais de de 2000 km de um grande centro urbano, mas com o bolso repleto de “reais”, a poder entrar de verdade no Bivouac, que são as grandes tendas do Dakar, um mega restaurante onde (quase) todos se alimentam. Entramos lá mas não tinhamos direito a refeição, infelizmente.

SAG: Em sua opinião, qual é a etapa mais desafiadora da edição 2011 do rali Dakar?

GP: Do Atacama. Uma pena que não conseguimos chegar até lá de carona, mas acompanhamos as notícias através de outros profissionais estrangeiros que seguiram até lá.

SAG: Como concilia a vida de empresário com a de jornalista?

GP: Eu não concilio, eu as vivo. Elas são concumitantes



SAG: Como foi a idéia, o planejamento e a sensação de ir para a Argentina cobrir o rali Dakar?

GP: A idéia, sempre houve desde que o Dakar veio para a America do Sul, mas sinceramente, planejamento houve quase nenhum. Faltando uns 15 dias para o rally, eu liguei p o Cadu e falei, “cara, se a gente não for agora, a gente não vai nunca mais, vai que o Dakar, volta para a África” e ele topou a empreita. Nós só queríamos no evento do esporte que nós amanos de paixão e de repente foi muito mais do que isso!!! Nós cobrimos o Dakar!!!

SAG: Qual recado você deixaria para os amantes de automobilismo que acompanham o Blog Stop and Go?

GP: Nós somos o somatório de nossas experiências vividas, então temos que viver e vivenciar o máximo possível de situações. E no rally é assim também, quanto mais próximo, envolvido estivermos será mais apaixonante. E nos aguarde em 2012, quando iremos cobrir o Dakar com bem mais estrutura do que fomos este ano !!! Abraços a todos!




quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Entrevista de Blogueiro - Andy Pereira

A equipe SAG tem o prazer de trazer a entrevista realizada com Andy Pereira, proprietário do blog Downloads de Fórmula 1.

Stop and Go: Desde quando você acompanha a Fórmula 1? O que mais chama a sua atenção nessa categoria?

Andy Pereira: Acompanho desde criança. Meu pai sempre foi um apaixonado por esse esporte e me ensinou a admirá-lo também, lembro como se fosse hoje, com apenas 9 anos já acordava cedo aos domingos pra assistir as corridas, ou melhor, era acordado pelo meu pai, pra torcer pelas vitórias do Senna.
Com certeza o que mais chama a minha atenção na Fórmula 1 é a velocidade, é impressionante como os pilotos conseguem controlar o carro a mais de 300 Km/h.

SAG: Como surgiu a idéia de realizar um blog com acervo de corridas?

AP: Como disse, meu pai foi o grande incentivador de tudo. Ele gravava praticamente todas as corridas nos antigos VHS, mas infelizmente a maioria das fitas se perdeu, no entanto algumas eu consegui salvar e passar pra DVD.
Ao pesquisar na net algumas corridas que tinha perdido, pude verificar que não existia nenhum site ou blog do gênero com corridas em português e de forma gratuita, foi aí que, timidamente, comecei a ripar os poucos DVDs que tinha aqui em casa e criar um blog pra postá-los, pois a maioria das pessoas não tem a oportunidade de ver as corridas aos domingos, e quando elas acessam o blog, veem que as corridas podem se baixadas por qualquer um gratuitamente, pois a Fórmula 1 não pode ser restrita apenas às emissoras detentoras dos direitos de transmissão e também a colecionadores que cobram um absurdo por cada DVD, eles chegam a cobrar R$ 300,00 em corridas raras, principalmente dos anos 80, o blog Downloads de Fórmula 1 foi o primeiro blog a disponibilizar as corridas de forma gratuita, portanto pessoal, recusem imitações rsrsrs..

SAG: O acervo possui quantos vídeos de corridas? As categorias são diversificadas? Como faz para armazenar os vídeos?

AP: Não sei te dizer um número exato, mas com certeza são mais de 450.
Eu tento priorizar a Fórmula 1, no entanto, o blog tem alguns vídeos da GP2, WTCC, Fórmula 2 e Moto GP, mas pretendo com o tempo disponibilizar mais vídeos de outras categorias.
Eu sempre postei no Megaupload, mas como algumas pessoas encontravam problemas pra baixar alguns arquivos, hoje posto arquivos também no Hotfile.
Pra fazer o upload eu utilizo outro servidor, o Multiupload, eu envio os arquivos pra ele , e após o upload ser finalizado, os arquivos são transferidos automaticamente para as minhas contas do Megaupload e Hotfile, assim ganho tempo fazendo apenas um upload.

SAG: Quais as realizações que você pretende alcançar com o blog?

AP: Gostaria muito de ter todas corridas de todas as temporadas pela Globo, já possuímos um acervo considerável, no entanto ainda faltam muitas corridas, mas com a ajuda de todos os colaboradores do blog um dia alcançarei esse objetivo.

SAG: Em algum momento você sentiu vontade de desistir do blog?

AP: Várias vezes. Pois o nosso trabalho na maioria das vezes não é reconhecido, poucos são os que acessam o blog e escrevem um comentário agradecendo, elogiando, só escrevem alguma coisa quando é pra reclamar de algum link ou arquivo com problema, muita gente não sabe disso, mas teve uma vez que eu cheguei a excluir o blog tamanha era a frustração, no entanto eu voltei atrás, pois existem aqueles que dão valor ao nosso trabalho e é por esses que eu continuo trabalhando.

SAG: Quais os maiores obstáculos que você enfrentou até chegar onde você está?

AP: Tirando esse que falei na resposta anterior, foi quando perdi quase todos os arquivos do Megaupload por causa de algumas pessoas que copiam os links e saem divulgando por aí, foi um desespero pra upar tudo denovo, mas isso foi bem no início, eu não tinha nenhum backup e o acervo não era tão grande como hoje.

SAG: Qual momento que mais te marcou no automobilismo?

AP: Positivamente foi a vitória do Senna em 91 no Brasil. Foi incrível ver a capacidade de superação dele em meio a tantas adversidades e conseguir a vitória naquelas condições, não me canso de ver aquela corrida.
Negativamente foi a morte dele, acho que não só no automobilismo, mas na minha vida, me marcou muito, sempre perguntei a Deus o porquê daquilo ter acontecido, mas existem coisas nessa vida que infelizmente ficaremos sem resposta.

SAG: Qual seu maior ídolo no automobilismo de todos os tempos? Porquê?

AP: Hehe, depois de ler as respostas anteriores fica fácil né? rsrsrs Ayrton Senna, sem dúvida. Pois ele era único, incomparável, inatingível, sem igual.

SAG: Como organiza seu tempo para postar tantos vídeos diferentes num mesmo dia?

AP: Eu tento atualizar o blog pelo menos uma vez por semana, como disse lá no início da entrevista, eu deixo upando pelo Multiupload os arquivos e adianto as outras partes da postagem, que são as características do arquivo (vídeo, áudio, tamanho, etc...) e tiro um print da imagem, depois quando o upload termina é só postar os links.

SAG: Qual a sua maior dificuldade para manter o acervo das corridas atualizado?

AP: Velocidade de Upload. Aonde eu moro só tem disponibilidade pra Internet banda larga da Oi (Velox) e o Upload é baixíssimo, apenas 57 Kb/s independente da velocidade da conexão. Como a maioria dos arquivos que posto sou eu quem faço o upload, acaba demorando um pouco, mas acredito que esse ano já esteja disponível aqui no bairro a GVT, aí o trabalho ficará mais fácil.

SAG: Se você pudesse fazer uma equipe de Fórmula 1 de todos os tempos, quais os pilotos, carros, motor e pneu que você contrataria?

AP: É difícil responder, mas...
Pilotos : Senna, Piquet, Fittipaldi, Prost, Patrese, Mansel e Shumacher.
Carros: Lotus 72, McLaren MP4/4, Willians FW14 e Ferrari 2004.
Motores: Usaria os mesmos dos carros acima.
Pneus: Bridgestone e Goodyear

SAG: Como funciona o plano de doação dos vídeos para o blog?

AP: Se alguém desejar disponibilizar um vídeo pra que eu poste no blog, deve me enviar um e-mail com o link do arquivo pra que eu possa verificá-lo, se for aprovado, eu postarei no blog.

SAG: Para qual finalidade ocorre a doação financeira dos leitores do blog?

AP: Exclusivamente para ajudar nos gastos que tenho, principalmente com a conta de Luz e Internet, pois o meu computador fica ligado o dia todo, às vezes 2 ou 3 dias upando os arquivos e o custo no final do mês acaba sendo alto.

SAG: Você já teve contato com algum ídolo do automobilismo? Qual foi a sensação?

AP: Ainda não tive esse prazer, mas espero que um dia aconteça.

SAG: O que você espera da temporada 2011 de Fórmula 1?

AP: Espero que tenha muita emoção como nos últimos anos e que o Brasil tenha dias melhores, pois nos últimos anos não tem sido muito bom para todos nós.

SAG: Qual software você recomenda para assistir os vídeos? E qual o melhor modo para realizar o download dos vídeos?

AP: Eu recomendo o Media Player Classic pra reproduzir os vídeos, junto com os pacotes de codecs abaixo:
•Media.player.codec.pack.v3.9.6 ;
•Real_Alternative_202_Lite;
Para baixar os vídeos recomendo o Jdownloader, basta deixá-lo aberto e copiar os links que ele captura, baixa e no final extrai os arquivos, uma maravilha.

SAG: Qual recado você deixaria para os seguidores do blog?

AP: Pra que eles continuem acessando, participando e divulgando o blog pra amigos, colegas e familiares, pois muitas novidades ainda estão por vir.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Entrevista de Blogueiro - W1g107

Entrevista com W1gl07, moderador do blog downloads fórmula 1, um dos blogs com o maior acervo de corridas e arquivos de Fórmula 1.
A pedido do entrevistado manteremos o anonimato, por isso usaremos o nick utilizado no blog para identificá-lo.

Stop And Go: Desde quando você acompanha a Fórmula 1? O que mais chama a sua atenção nessa categoria?

W1gl07: Acompanho a F1 desde criança não me lembro quando. Sempre gostei de carros e velocidade. Quando vou comprar um carro eu vejo primeiro o desempenho depois começo a ver outras coisas. Carro e velocidade são minhas paixões.

SAG: Quando e porque surgiu a idéia de fazer um blog sobre automobilismo?

W1gl07: Na verdade a ideia é a opção de ter as corridas disponíveis, não é bem um blog sobre automobilismos, mas sim a possibilidade de poder ver as corridas na hora em que pudermos e não ficar amarrado no monopólio de apenas uma emissora. Lembro que antes do site não se achava corridas para download com narração do Brasil. Isso me deixava chateado, não é todo domingo que podemos sentar na frente da tv e ver a corrida, as vezes temos outros compromissos.

SAG: Qual foi sua maior realização no blog?

W1gl07: Ainda não foi, em breve espero poder colocar no ar.

SAG: Em algum momento você sentiu vontade de desistir do blog?

W1gl07: Infelizmente sim, foi quando eu disponibilizei os comentários anônimos no site. Apareceram pessoas xingando e falando besteiras sem nenhum sentido, mas os camaradas que agradecem fazem valer a pena e desabilitei essa opção. Resolvido.

SAG: Quais os maiores obstáculos que você enfrentou até chegar onde você está?

W1gl07: Como o site não tem fins lucrativos o maior problema foi a parte financeira, como qualquer iniciativa no Brasil. O bacana é que existem pessoas que gostam de ajudar e estão ajudando a manter o site no ar.

SAG: Como você consegue manter um acervo tão diversificado? Como surgiu a idéia de realizar o acervo das corridas?

W1gl07: A fonte das corrias vem da internet mesmo, existem alguns sites muito legais que quase ninguém conhece por serem fechados. O acervo das corridas é a razão do site como disse anteriormente.

SAG: Qual momento que mais te marcou no automobilismo?

W1gl07: Como quase todos os brasileiros, se não todos, foi a morte do Senna. Não apenas pela morte de um dos maiores exemplos que o Brasil já teve, mas, pelo fato de que até a corrida da morte do Senna meu pai se sentava ao meu lado todo domingo para vermos as corridas, depois disso, nunca mais. Isso me marcou muito pois era muito bom para mim estar ali com meu pai, ele preparava o café da manhã e me trazia na sala, tinha doze anos na época. Meu pai continua vivo mas nunca mais viu qualquer corrida. Eu mesmo fiquei alguns anos sem assistir corridas direito. Os anos seguintes eu via apenas algumas durante o ano. Mas já superei e agora acompanho de “perto”.

SAG: Qual seu maior ídolo da Fórmula 1 de todos os tempos?

W1gl07: Com certeza absoluta Ayrton Senna.

SAG: Se você pudesse fazer uma equipe de Fórmula 1 de todos os tempos, quais os pilotos, carros, motor e pneu que você contrataria?

W1gl07: Essa é uma pergunta muito difícil de responder, pilotos seria fácil Senna e Barrichello, não que os dois tenham sido os dois melhores que já existiram, mas como alguns se lembram é complicado ter dois pilotos muito bons na mesma equipe, como foi o caso de Senna e Prost é muita dor de cabeça para a equipe. Então como eu já teria Ayrton Senna que foi o melhor de todos que com certeza iria ganhar todas, o melhor seria um escudeiro que aceitaria sempre ficar em segundo, quem melhor para esta função se não o Rubens?
Sobre os pneus, eu gosto muito de pneu Michelin, meus carros só rodam com eles não sou especialista no assunto, mas se tiver que falar um fico com esses.
Sempre gostei muito dos motores da Mercedes e da Ford, qualquer um dos dois estariam de bom tamanho.
Apesar de não gostar da Ferrari eles tem muita paixão pela equipe, eu acho que isso conta mais que qualquer coisa, se você gosta daquilo que faz com certeza vai fazer bem feito.

SAG: Qual o seu plano para o futuro do blog?

W1gl07: O plano é sempre crescer. Espero que num futuro próximo tenhamos várias modalidades de corridas, coisa que não existe no Brasil, automobilismo no Brasil não tem muito abrangência, as pessoas acham que só existe a F1 e Formula Indy e pronto, na Europa é muito comum este tipo de site.

SAG: Você já teve contato com algum ídolo do automobilismo? Qual foi a sensação?

W1gl07: Infelizmente ainda não tive esta oportunidade.

SAG: Como funciona o plano de doação para o blog?

W1gl07: Essa é fácil :), por se tratar de doação não existe plano de doação, faz a doação quem quiser a quantia que quiser. Já tive doação de 3 reais e fiquei agradecido da mesma maneira que a pessoa que fez a doação de 30. Não existe obrigatoriedade.

SAG: Qual recado você deixaria para os seguidores do blog?

W1gl07: Continuem a acompanhar o blog, em breve muitas novidades legais. E lembrem-se, quanto maior a participação no site mais empolgado eu fico para poder melhorar.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Entrevista de Blogueiro - Ylan Marcel

Ylan Marcel é jornalista, tem 29 anos, é tijucano e flamenguista, aprendeu desde cedo a ser visto como uma pessoa estranha, por gostar de automobilismo e música mexicana.

SAG: Como surgiu seu interesse pelo automobilismo?

YM: Desde pequeno assistia à Fórmula 1 com minha mãe. Torcíamos para o Senna. Quando ele morreu, todos perderam o interesse. Eu mesmo deixei de acompanhar a temporada de 1994, assistindo apenas a final. Depois daquele desfecho (o acidente entre Schumacher e Hill em Adelaide), a Fórmula 1 ficou consolidada no meu dia-a-dia.

SAG: Desde quando você acompanha a Fórmula 1? O que mais chama a sua atenção nessa categoria?

YM: Desde o final da temporada de 1987. Era moleque, mas vibrei com o tri do Piquet. Chama-me a atenção tudo que envolve a F1. Pilotos, equipes, circuitos, regulamentos, história, ultrapassagens, polêmicas, acidentes, a cobertura da mídia, etc.

SAG: Quando e porque surgiu a idéia de fazer um blog sobre automobilismo?

YM: Foi no final de 2008. Tinha acabado de me formar e sentia a necessidade de escrever sobre o tema e como não estava trabalhando mais no F1naWeb, decidi abrir meu próprio espaço.

SAG: Qual foi sua maior realização no blog?

YM: Fui convidado para ser colunista do F1Mania, do Neno, e também para contribuir com o site NASCAR Brasil, do Thiago Raposo, mas a grande realização está por vir. Criei a empresa Marcel GP e o blog Motorizado agora é um “produto” que eu tento “vender” a algum jornal esportivo do Brasil. A idéia é criar uma editoria de automobilismo, que seria abastecida com o conteúdo do Motorizado.

SAG: Como surgiu a idéia do nome do blog Motorizado?

YM: Foi no chute. Precisava de algo relacionado a automobilismo e resolvi investir num nome que lembrasse não uma categoria específica, mas sim uma parte comum aos carros de corrida.

SAG: Em algum momento você sentiu vontade de desistir do blog?

YM: Sim. Em determinado momento percebi que alguns outros blogs dão muito mais audiência que o Motorizado. Mas depois fui analisar e percebi que estes falam basicamente de Fórmula 1. Já o Motorizado tem um conteúdo muito mais abrangente e, atualmente, bem menos opinativo. Então, é natural que a massa não venha procurar resultados do BTCC, da ARCA ou do TC2000. O Motorizado seguirá sua linha independente, não se importando com audiência ou quantidade de cometários nos posts.

SAG: Quais os maiores obstáculos que você enfrentou até chegar onde você está?

YM: Senti-me famoso, agora (rs). Acho que a solidão. Explico: na minha família e no meu círculo social, ninguém entende patavinas sobre automobilismo. Nem se interessam. Então, se dedicar a algo que os demais simplesmente ignoram... é complicado.

SAG: Qual momento que mais te marcou no automobilismo?

YM: Foram dois. Pela ordem: a morte do Melhor de Todos e a 1ª vitória do Rubinho.

SAG: Você já teve alguma desilusão com o blog? O que te fez continuar com o trabalho?

YM: São quase dois anos de blog. E, neste meio tempo, me deparei com uma realidade. O povo brasileiro não gosta de automobilismo. Aqui no Brasil, mesmo os mais aficcionados e entendidos, só querem saber de brasileiros na Fórmula 1, do Felipe Massa do Brasil-sil-sil!
Veja bem, o Motorizado cobre semanalmente, além da Fórmula 1: ALMS, ARCA, Australian V8, AutoGP, BTCC, DTM, Fórmulas Renault (3.5 e 2.0), Europeu de GT4 e GT3, Fórmula 2, Fórmula 3 (Inglesa, Européia e Sul-Americana), F-BMW, Fórmula Indy e Indy Lights, Fórmula Truck, FIA GT1, GP2, GP3, Grand-Am, GT3 Brasil, IRC, Le Mans Series, MotoGP, Moto2, 125cc, Superbike, NASCAR (Sprint Cup, Nationwide Series e Camping World Truck Series), Racing Festival, Rally Dakar, Stock Car, F-Superleague, TC2000, WRC e WTCC.
A maior parte dessas categorias o pessoal nem sabe que existe. Basta colocar um link para um treino da Fórmula 1 ao vivo que ele dá mais audiência que um mês inteiro de postagens sobre essas categorias. Essa é a realidade. Triste, por sinal.

SAG: Você já teve contato com algum ídolo do automobilismo? Qual foi a sensação?

YM: Era pequeno quando Tony Kanaan e Gualter Salles vieram ao Hipermercado ao lado de minha residência para um evento de algum patrocinador. Na época (década de 90), eles não eram famosos, estavam começando na Indy-Lights. Tirei fotos com eles e ganhei autógrafos. Provavelmente, eles não devem nem se recordar disto, rs.

SAG: Se você pudesse fazer uma equipe de Fórmula 1 de todos os tempos, quais os pilotos, carros, motor e pneu que você contrataria?

YM: Pilotos: Ayrton Senna e Fernando Alonso
Carro: Ferrari F2004
Pneus: Goodyear
Motor: Renault v10

SAG: Qual recado você deixaria para os seguidores do blog?
YM: Gostaria de pedir desculpas pelos atrasos das postagens nas últimas semanas. A Copa do Mundo realmente tirou meu foco.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Entrevista de Blogueiro - Rodrigo Magalhães

Rodrigo Magalhães, tem 32 anos, reside em Brasília/DF, é mais um amante de velocidade espalhado neste Brasil, formado em Multimidias Digitais e dono do Blog Linha de Chegada.


Stop and Go: Como surgiu seu interesse pelo automobilismo?

Rodrigo Magalhães: Comecei a acompanhar Fórmula 1 desde pequeno. Era um daqueles que acordava de madrugada para assistir as corridas quando eram disputadas no Japão e na Austrália. Hoje continuo igual. Não perco um GP da Formula 1, seja qual horário for. Ah, e torcia para Nelson Piquet.

SAG: Como você consegue conciliar sua vida com o blog sobre automobilismo?

RM: É difícil. O blog pra mim é mais um hobby do que uma obrigação. Claro que tento fazer que o meu hobby tenha uma boa apresentação e uma boa qualidade, já que faço pra mim e faço também para as pessoas que gostam como eu, com isso escrevo ou transmito as informações.
Tento atualizá-lo nas minhas horas vagas, mas às vezes tenho que achar um tempinho durante o expediente para levar alguma informação mais relevante que aconteceu no dia.
Conto com a ajuda de um parceirão, Tiago Viegas, também de Brasília, estudante de jornalismo e amigo de infância. Foi finalista do Grande Estagiário 4, processo seletivo que escolheu um estudante ou recém-formado em Jornalismo para participar do site Grande Prêmio.

SAG: Desde quando você acompanha a Fórmula 1? O que mais chama a sua atenção nessa categoria?

RM: Comecei a acompanhar quando tinha uns 10, 11 anos. Na época me chamava a atenção, as grandes disputas por posições que haviam na pista. Piquet, Senna, Prost, Mansell. Provas fantásticas na década de 80 e início dos anos 90.
Hoje, com estas mudanças de regulamento, tentando trazer maior competitividade, pra mim é muito bem vinda. Os GP´s precisam ter emoção. Espero que o período onde não haviam mais ultrapassagens tenha acabado de vez. Saber o resultado final da corrida, logo após a primeira curva depois da largada era muito frustante.
Acho que a categoria ainda tem que melhorar neste ponto. Sou um dos adpetos a extinção da bandeira Azul nas corrida. Os retardatários são peças fundamentais, para colocar pilotos de volta nas disputas por posições. Hoje em dia, os ponteiros chegam e não perdem mais nenhum tempo nestas ultrapassagens.

SAG: Quando e porque surgiu a idéia de fazer o blog sobre automobilismo?

RM: A idéia já vinha há muito tempo, mas me faltava principalmente tempo para colocá-la em prática. O blog está indo para o seu 3º ano. Com muito trabalho e dedicação, apesar de ser um hobby, vem aumentando o número de visitantes diários. Isso é um bom sinal. Me lembro do início. Quando escrevia pra mim, comemorava quando tinha 5 visitantes por dia.

SAG: Quais os pilotos das outras categorias você gostaria de assistir pilotando um Fórmula 1?

RM: Hélio Castroneves é um que gostaria de ver. Acho que a pilotagem dele se encaixaria muito bem na F1. Hoje, o australiano Will Power, da Penske, vem mostrando ser um excelente piloto em circuitos mistos. É só olhar seus resultados na Temporada 2010 da Indy, talvez se daria bem na F1.
Gostaria de ver uma mulher também, mas hoje, nenhuma ainda me chama a atenção para eu falar que se daria bem na categoria.

SAG: Quais suas expectativas para o automobilismo brasileiro nessa temporada 2010?

RM: Espero que a Stock Car se consolide mais ainda. Pena que a Globo não transmita mais as corridas na íntegra. A política de mostrar muita coisa ao vivo e nada completo só prejudica os fãs dos esportes.
Acho também, que a Stock Car deveria durar mais tempo. Os 50 minutos de duração da corrida é muito pouco tempo para a principal categoria do nosso automobilismo. Tanto os pilotos quanto a durabilidade e desempenho dos carros deveriam ser mais exigidos e testados.
Viva a Nascar!!! Com suas 3 horas de duração. Brincadeira a parte, não precisa ser tanto, mas pelo menos, que seja 1 hora e meia. Para ai sim, táticas de paradas, troca de pneus, etc... tragam ainda mais emoções para a prova.
Espero também que a F-Future, que Massa está trazendo para o Brasil, seja uma promissora categoria formadora de novos talentos.
As categorias de Super Carros, também estão caindo no gosto dos brasileiros, antes apaixonados só por categorias de Fórmula. A GTBR está atraindo grandes pilotos e atraindo mais público e está sendo transmitida pela Tv aberta(Rede TV!), com isso tem tudo para se firmar nesta temporada.

SAG: Qual foi sua maior realização no blog?

RM: Saber que pessoas do outro lado da tela, gostam e curtem meu trabalho. Mostra que a dedicação valeu e continua valendo a pena.
Receber e-mails me parabenizando, me anima muito, me faz querer melhorar cada vez mais. Esse Feedback é muito importante, pois mostra que estou no caminho certo.

SAG: Em algum momento você sentiu vontade de desistir do blog?

RM: Pra falar a verdade, sim. No início, quando eu escrevia pra mim mesmo. Olhava as estatísticas do meu blog e via que não tinha recebido visita nenhuma.
Descobri o porque de não ter visitas, pois achava que era só montar o layout e postar, com isso descobri que tem que estudar técnicas de SEO para o blog. Fica a dica pra quem quer começar ou melhorar a sua visitação.

SAG: Quais os maiores obstáculos que você enfrentou até chegar onde você está?

RM: Tempo. Se você quer fazer bem feito, tem que se dedicar. Nada de CTRL+C CTRL+V ou achar que o blog vai caminhar com as suas próprias pernas. O conteúdo dele tem que ser relevante. Blogs sobre automobilismo existem muitos. Não tem como você não falar sobre a mesma notícia ou assunto que os outros estão falando. Então escreva sem pressa e da sua maneira, do seu estilo. Esse pode ser o diferencial. Tente sempre complementar o assunto. Muitos dos leitores fiéis, acompanham vários blogs ao mesmo tempo. Então o seu post pode complementar o do outro blog e vice-versa.

SAG: Além da Fórmula 1, qual outra modalidade você gosta de abordar no blog? E por quê?

RM: Tento abordar todas que consigo acompanhar. Escrevo sobre F1, Indy, Stock Car, F-Superliga, Nascar, WTCC e outras. Algumas com mais profundidade e outras mais rapidamente. Para mim e acredito que para muitos outros blogueiros, o importante é passar a informação que o leitor está procurando, seja ela uma notícia da semana, ou simplesmente a tabela de classificação da Temporada.

SAG: Qual momento que mais te marcou no automobilismo?

RM: Sem dúvida, a morte de Ayrton Senna. Chorei como a maioria dos brasileiros chorou. Não esqueço a voz do jornalista Roberto Cabrini anunciando a morte de Ayrton.

SAG: Se você pudesse fazer uma equipe de Fórmula 1 de todos os tempos, quais pilotos, carros, motor e pneu contrataria?

RM: A Williams de 1992, era o carro, pra quem assistiu aquela temproada sabe o que estou falando, para quem não assitiu, mais uma dica procurem vídeos no youtube, notícias no google e se familiarizem com o FW14b. Só faltou ter Senna no cockpit.

SAG: Quem são seus ídolos no automobilismo?

RM: Nelson Piquet. Torci muito para o Barrichello ser campeão do mundo. Infelizmente ele foi para a equipe certa, mas na hora errada. Se Felipe Massa renovar com a Ferrari ao final desta temporada, espero que o mesmo não aconteça com ele.

SAG: Você já teve alguma desilusão com o blog? O que te fez continuar com o trabalho?

RM: Desilusão não, mas o começo para todo o blogueiro é difícil. Quem quiser começar ou está ainda nos primeiros passos é necessário, além de conteúdo relevante, estudar sobre estrutura do blog e SEO.

SAG: Em sua opinião, qual piloto você acha favorito a fazer uma boa temporada esse ano e por quê?

RM: Acho que Nico Rosberg, vai realizar uma boa temporada, está com a pressão da volta de Schumacher. O rendimento de Schumacher vai melhorar durante a temporada, o que fará Rosberg se superar a cada GP. A Mclaren e Red Bull já vem mostrando força nas primeiras etapas do Mundial. Se as equipes que estão um pouco abaixo não enconstarem no desenvolvimento destas 2, o campeonato fica com os ingleses Button ou Hamilton ou com o alemão Vettel, que na minha opinião é o cara da vez, mas como a F1 é a F1, temos que esperar mais algumas provas serem realizadas.

SAG: Qual recado você deixaria para os amantes de automobilismo que acompanham o Blog Stop and Go?

RM: Agradeço ao Blog Stop and Go pelo convite, principalmente ao Pedro Morgado.
Deixo um abraço a todos os leitores do SAG e fica o convite a todos, conhecerem o Blog Linha de Chegada(http://www.linhadechegada.org).

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Entrevista de Blogueiro - Ico

Luis Fernando, conhecido como Ico, é jornalista, cobriu a Fórmula 1 pela Europa, escreve para o Jornal Lance!, para a revista Racing, além de participar dos sites Lancenet, Tazio, em transmissões de corridas e em boletim em rádios do grupo bandeirantes de comunicação, bem como participa do programa Pole Position do jornalista Celso Miranda, e já fez parte de algumas edições do extinto podcast Rádio GP do site Grande Prêmio.

Stop and Go: Como surgiu seu interesse pelo automobilismo?
Ico: Veio da junção de ver as corridas na televisão e das brincadeiras com carrinhos no chão da sala. Tinha uma caixa cheia deles e passava tardes inventando campeonatos junto com meu irmão, desenhando pistas imaginárias no carpete da sala e anotando todos os resultados num caderninho. Era um baita combustível para a imaginação e, acho, ficou para sempre no inconsciente.

SAG: Como você consegue conciliar sua vida com o blog sobre automobilismo?
Ico: Boa pergunta. Eu realmente dedico tempo e energia consideráveis para meu blog. Mas é um trabalho que faço com o maior prazer e me enche de orgulho, então é fácil encontrar tempo para ele. Minha sorte é de ter uma rotina mais ou menos tranqüila e bem estruturada quando estou em casa, então dá para equilibrar tudo numa boa.

SAG: Desde quando você acompanha a Fórmula 1? O que mais chama a sua atenção nessa categoria?
Ico: Me lembro de assistir a algumas corridas da temporada de 1979, quando tinha cinco anos – e mais claramente a partir de 1980, quando o Nelson Piquet disputou o título e isto aumentou o interesse da minha família em ver as transmissões. Depois não parei mais de acompanhar. O que me chama a atenção na F-1 é o desafio tecnológico, além da sua tradição e história. Gostava demais da disputa esportiva também, mas infelizmente temos de nos contentar hoje com títulos bem disputados, o que é ótimo, através de corridas normalmente aborrecidas, o que é uma pena.

SAG: Qual outra categoria você gostaria de cobrir e por quê?
Ico: Sem pestanejar, o Mundial de Rali (WRC). Quem já cobriu fala de como o trabalho é mais aberto e o acesso aos personagens muito mais fácil em relação à F-1. E acho fascinante como os pilotos conseguem andar tão rápido em estradas tão estreitas. É de arrepiar!

SAG: Qual grande prêmio você achou como o mais difícil de realizar uma cobertura, e por quê?
Ico: O mais difícil foi também o mais gratificante: o GP do Brasil de 2008. Por toda a expectativa da decisão do título com um piloto brasileiro, por todos os dramas que cercaram a corrida e por ter sido meu primeiro GP em Interlagos pelo Grupo Bandeirantes de Rádio, que fica no ar quase o dia todo e com o som no autódromo. Foi muito puxado, mas deixar Interlagos no domingo à noite com a certeza de ter feito um trabalho excelente foi uma das maiores satisfações da minha vida.

SAG: Quando e porque surgiu a idéia de fazer o blog sobre automobilismo?
Ico: A idéia surgiu no meio de 2007, quando vi a necessidade de ter um canal mais direto com quem gosta de velocidade. Quase três anos depois, é muito bom ver que a fórmula original – análise, história e música – deu tão certo. Sempre busquei um público que participasse e contribuísse para as discussões num nível alto. E funcionou. That’s a bingo!

SAG: Como foi fazer a Rádio GP, o extinto podcast do site Grande Prêmio?
Ico: Foi muito legal poder contribuir com o programa. E os desafios ao Capelli eram lendários! Tem coisas que eu não acreditava que ele poderia saber, mas o guri prova que não há limites para o que o cérebro humano é capaz de guardar informações.

SAG: Quais suas expectativas para o automobilismo brasileiro nessa temporada 2010?
Ico: Boas. Acho que a F-Future que o Felipe Massa está trazendo para o Brasil vai voltar a puxar a molecada do kart para os monopostos. E isto é fundamental para que o país continue lapidando nomes para correr na Fórmula 1.

SAG: Qual foi sua maior realização no blog?
Ico: Sem dúvida nenhuma, a audiência qualificada que ele tem. Um dia queria sair pelo Brasil conhecendo o povo para tomar uma cerveja e conversar ao vivo, porque a comunicação via blog é muito bacana!

SAG: Em algum momento você sentiu vontade de desistir do blog?
Ico: Não, nunca me decepcionei com ele.

SAG: Quais os maiores obstáculos que você enfrentou até chegar onde você está?
Ico: Acho que o principal foi conseguir mostrar a qualidade do meu trabalho mesmo morando fora do Brasil. Vivendo o dia-a-dia de uma redação no país é muito mais fácil para criar contatos e construir uma carreira que leve eventualmente à cobertura dos grandes eventos. Mas precisei de muita paciência e perseverança para conseguir isso à distância.

SAG: Você já passou por alguma situação inusitada enquanto cobria algum teste ou corrida da Fórmula 1?
Ico: Ah sim, alguns até. Um que foi tenso foi na transmissão do GP da Alemanha de 2008 pela rádio: caiu a energia da bancada que eu estava e eu tinha só uns 15 minutos de bateria no aparelho, depois o contato cessaria. E era uma transmissão que eu estava sendo acionado o tempo todo, até porque o Fabio Seixas estava cobrindo a Olimpíada e não participava. Então fiquei esse tempo todo entrando com informações ao vivo e gritando com os técnicos da sala de imprensa quando não era acionado. Fiquei com medo de me confundir e soltar no ar uns palavrões em alemão.
SAG: Qual momento que mais te marcou no automobilismo?
Ico: Foi a morte do uruguaio Gonzalo Rodriguez na Fórmula Indy, em 1999. Eu tinha estado em duas corridas da F-3000 daquele ano e conheci ele lá, era um cara muito legal, aberto e inteligente, além de bom piloto. Uma pessoa muito positiva. Ele já tinha feito uma ou duas corridas pela Penske na Indy e estava animado demais com os rumos que a carreira dele estava tomando. Doeu ver uma trajetória dessas se interromper tão cedo, ainda mais de um cara que eu tinha conhecido há pouco tempo.

SAG: Se você pudesse fazer uma equipe de Fórmula 1 de todos os tempos, quais pilotos, carros, motor e pneu contrataria?
Ico: Juan Manuel Fangio e Gilles Villeneuve, correndo numa Eagle com motor Ferrari V12 e pneus Goodyear. Que salada!

SAG: Quem são seus ídolos no automobilismo?
Ico: Fangio, Villeneuve (o Gilles) e Chico Landi – a quem eu colocaria chefiando essa minha equipe imaginária. Tenho paixão pelo automobilismo dos anos 50 e acho a história dos dois sul-americanos sensacional. E Gilles era o cara que me fazia vibrar quando via as primeiras corridas de F-1 na tevê.

SAG: Você já teve alguma desilusão com o blog? O que te fez continuar com o trabalho?
Ico: Não, nenhuma.

SAG: Em sua opinião, qual piloto você acha favorito a fazer uma boa temporada esse ano e por quê?
Ico: Já disse isso no “Credencial” de pré-temporada: Sebastian Vettel, por ser um talento enorme e porque eu acredito que a Red Bull vai ter o carro melhor desenvolvido ao longo do ano.

SAG: Qual recado você deixaria para os amantes de automobilismo que acompanham o Blog Stop and Go?
Ico: Continuem acompanhando o Blog Stop and Go. E visitem o meu, claro.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Entrevista de Blogueiro - Thiago Raposo

Thiago Raposo tem 29 anos, reside em Campinas/SP, é mais um apaixonado por automobilismo, é parceiro do blog Café com F1, além de fazer parte dos blogs Nascar Brasil, Na Trilha do Rali e Motovelocidade

Stop and Go: Como surgiu seu interesse pelo automobilismo?

Thiago Raposo: Como surgiu não sei explicar, pois ainda era muito novo, com cerca de seis anos (idade que lembro das primeiras imagens na minha cabeça). Apesar de ter flashes na cabeça da temporada de 1986, considero que a de 1987 foi realmente a primeira que acompanhei integralmente. Nem meu pai, nem irmão e nem ninguém na família assistia, por isto não sei explicar como surgiu. De lá para cá, acho que consigo contar nos dedos das mãos as provas que perdi, sempre por motivos que queda de energia ou do sinal da TV (ou visita de Papa).

SAG: Como você consegue conciliar sua vida com os seus blogs das mais diferentes áreas do automobilismo?

TR: Acho que o celular ajuda bastante. Tenho dois, um para ligações e outro para navegar, com um chip de dados. Então, sempre que estou na rua (fila de banco, no trânsito (quando não estou no volante)) aproveito para estar lendo alguma coisa e depois é só redigir o post! Mas minha vida se resume muito nesta paixão: como tenho a ambição de cobrir o máximo de categorias possíveis, passo o fim de semana inteiro assistindo corridas, e isto é minha vida!

SAG: Desde quando você acompanha a Fórmula 1? O que mais chama a sua atenção nessa categoria?

TR: Bem, como respondido na pergunta 1 - comecei com seis anos de idade e o que mais me chama atenção da categoria é o mesmo das outras, velocidade e disputas. Infelizmente a F1 anda perdendo muito no quesito disputa, e apesar de ser de longe a mais charmosa, não é a mais emocionante.

SAG: Quando e porque surgiu a idéia de fazer os blogs sobre as várias categorias do automobilismo?

TR: Na verdade surgiu para ser só de F1 (por isto o nome Café com F1), mas depois que comecei a assinar o serviço de TV paga e tive contato com outras categorias: Nascar, GP2, MotoGP, Superbike, etc etc etc), me encantei com todas elas e estendi as notícias do site para estas categorias. Foi em Setembro de 2006.

SAG: Qual foi sua maior realização nos blogs?

TR: Ah, acho que basicamente quando você coloca algo que gera muito comentários e visitas. Acho que não sei apontar algo específico.

SAG: Em algum momento você sentiu vontade de desistir dos blogs?

TR: Pelo contrário, surgiu a vontade de criar mais. Primeiro foi o Nascar Brasil! Como a categoria é umas das minhas preferidas, achei que seria legal ter um espaço dedicado a ela. Depois veio um só de Motociclismo, com destaque para os Mundiais de Moto-Velocidade e de Superbike e o mais recente é um só de Rally, que além da grande cobertura do Dakar, acompanhamos de perto o WRC e o IRC. Quem sabe não vem mais por aí - só encontrar as parcerias certas para isto!

SAG: Quais os maiores obstáculos que você enfrentou até chegar onde você está?

TR: RS... não sei bem qual é este lugar que estou! Ao invés de apontar o obstáculo vou apontar a maior facilidade: sou casado e minha esposa, além de gostar de corridas (não de todas), me apóia bastante, então acho isto vital, pois se ele dificultasse, talvez não conseguiria fazer tudo o que faço.

SAG: Qual momento que mais te marcou no automobilismo?

TR: Como sou torcedor do Michael Schumacher, lembro bem de como me marcou aquele bendito motor da Ferrari estourando no Japão em 2006 e praticamente jogando fora a chance dele ser campeão na despedida. Ainda bem que ele está voltando, estou eufórico.

SAG: Quem são seus ídolos na F1, Nascar, Moto velocidade e Rali?

R: Rs... acho que estou antecipando as respostas né...rs
F1 - Michael Schumacher e Nelson Piquet (pai)
Nascar - Kyle Busch
MotoGP - Valentino Rossi e Daniel Pedrosa
Rally - Sebastien Loeb e Mikko Hirvonen

SAG: Você já teve contato com algum ídolo do automobilismo? Qual foi a sensação?

R: Sim - com vários! Bem, sou bem tiete mesmo, confesso! Acho que o grande momento foi com o Schummi em Florianópolis e foi demais.

SAG: Você já teve alguma desilusão com o blog? O que te fez continuar com o trabalho?

TR: Não, desilusão não, mas confesso que fico triste as vezes com a falta de comentários... tento informar a todos sobre tudo, sei pelo contador que tem gente visitando, mas parece que eles não gostam de interagir! Seria legal trocar umas idéias...

SAG: Como são produzidos os podcasts Big One e Café com Velocidade?

TR: Ops - vamos aumentar a lista! Tem também o Motocast (da Moto-Velocidade) e o do Na Trilha do Rally - já são quatro...rs
Ah, é simples, todos usando Skype e gravando no Audacity, depois edito e publico.

SAG: Qual recado você deixaria para os amantes de automobilismo que acompanham o Blog Stop and Go?

TR: Sei que o Stop and Go também abre espaço para as categorias e o recado é tentar abrir um pouco mais o leque e não se limitar tanto, existem várias categorias fantásticas pelo mundo e ficar focado só com F1 é muito desperdício para quem gosta mesmo de velocidade.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Entrevista de Blogueiro - Adriano Muha

Adriano Muha jornalista, formado na Universidade Federal de Goiás, ex-futuro piloto de Fórmula 1, tem 23 anos, natural de Goiânia, são paulino fanático e dono do blog Muha GP.
Atualmente, é o jornalista responsável pelo site Vestibular Brasil Escola, que é o portal de Educação do iG. Além de realizar freelancer e cursar pós-graduação em Comunicação e Multimídia na PUC-Goiás.
Stop And Go: Como surgiu seu interesse pelo automobilismo?

Adriano Muha: Acho que desde quando nasci!ehheeh Sinceramente, devo ter nascido com este gosto já. Sempre gostei de carrinhos, de apostar corrida com meus amigos, games de corrida, enfim...tudo era corrida para mim quando criança.

SAG: Desde quando você acompanha a Fórmula 1? O que mais chama a sua atenção nessa categoria?

AM: A F1 eu acompanho desde os 5 anos por aí. A primeira imagem que eu tenho é de assistindo uma corrida pela TV na casa da minha avó, em Anápolis, cidade do interior de Goiás. Todo domingo a gente saía de Goiânia e ia pra lá (fica apenas 60km), daí tinha que chegar antes da largada por minha causa.

Quando eu tinha mais ou menos 8 anos, comecei a acompanhar mesmo. Decorava nome das equipes, carros, circuitos. Com 10 anos eu já sabia o traçado de cada circuito de cabeça! E eu também brincava de corrigir o Galvão Bueno, o que acontecia umas 20 vezes durante uma corrida. Se uma criança de 10 anos consegue corrigir o narrador, uma coisa está errada. E não é comigo!heueheh
Agora o que me chama atenção eu não sei. Simplesmente gosto de tudo.

SAG: Quando e porque surgiu a idéia de fazer um blog sobre automobilismo?

AM: Ainda quando criança, eu anotava tudo sobre as temporadas. Tenho até hoje os cadernos aqui em casa. Eu só fui ter acesso à internet em casa com quase 15 anos, então a solução era sair anotando tudo no caderno para ficar na memória. Recortava o desenho dos carros em jornais e revistas, e saía colando no caderno para ficar mais organizado.
Logo depois que formei em jornalismo, no final de 2008, queria apenas passar a fazer os registros pela internet mesmo. Mas, como me disse o Flávio Gomes: “na internet tem tudo já”. Então não fazia sentido eu anotar o que já estava em vários outros sites, por isso resolvi fazer o meu blog para dar a minha visão sobre o automobilismo.
Nunca tive a intenção de fazer o blog ficar popular, eu só queria escrever sobre o assunto que eu mais gosto. Daí o blog foi crescendo e crescendo, até que... continua pequeno! Mas é o MEU blog!eheuhuehue
Então na maioria dos posts eu escrevo a notícia e depois comento. Pode acontecer de algumas pessoas não concordarem comigo e pararem de acessar o blog, mas minha intenção é expor minhas idéias e não simplesmente escrever o que a galera quer ler.

SAG: Qual foi sua maior realização no blog?
AM: Essa entrevista é uma delas. Eu recebi propostas de alguns sites de automobilismo, mas infelizmente não estou podendo dedicar muito tempo a este trabalho, que por enquanto não passa de um “hobbie”. Eu sonho sim trabalhar somente com automobilismo algum dia, mas quando for financeiramente viável. Quando digo isso não estou falando de cifras grandes, coisa pequena mesmo.
Como atualmente não estou com muito tempo, prefiro não me arriscar e queimar minha imagem. Comentar sobre automobilismo, e qualquer outro assunto, requer tempo de pesquisa, leitura, etc. Tem dia que demoro mais de 1 hora para postar um tópico. Eu leio, comparo, confirmo, busco fontes... . Não é simplesmente ver a notícia no Grande Prêmio e postar. Às vezes sim, mas quando tenho tempo procuro ir além.

SAG: Como foi sua carreira de piloto? E qual foi o momento mais marcante?

AM: Eu nunca fui piloto profissional. Essa é apenas uma brincadeira que faço, pois acredito mesmo que tenho talento.ehehuieuie
Eu só corri de kart e fui muito bem. Montaram um kart-indoor aqui em Goiânia e eu dei um show. Fiz o traçado inteiro sem frear, pilotando de lado... melhores momentos da minha vida!iehuieheuiheuihuie
Os caras do local me elogiaram, mas parou por aí. Automobilismo é esporte de elite (e bota elite nisso). Minha família tem uma condição boa, mas longe de poder bancar o início de uma carreira no kart. Por isso fui logo tirando este sonho da cabeça. Foi aí que meu sonho passou a ser virar jornalista de automobilismo. Jornalista formado eu já sou.

SAG: Em algum momento você sentiu vontade de desistir do blog?
AM: Sim. Isso aconteceu no meio de 2009. Aconteceu uma coisa (problema pessoal) que me deixou pra baixo, foi uma decepção muito grande que aconteceu na minha vida. Como o blog não era minha profissão, parei de postar. Até hoje fico chateado com o que aconteceu, mas aquilo me incentivou a buscar coisas novas. Refiz minha vida pessoal e profissional, e retomei com o blog. Sempre com o objetivo de saciar minha “fome” pelo automobilismo.
Dá vontade de desistir também quando passo um tempão pesquisando sobre um assunto, que depois nem é comentado pelos usuários. Mas... acontece.

SAG: Quais os maiores obstáculos que você enfrentou até chegar onde você está?

AM: Agradeço pela parte do “chegar onde você está”. Mas os obstáculos são: conseguir postar pelo menos um tópico a cada dois dias, mesmo que você chegue em casa com a cabeça estourando e só querendo cama; tentar encontrar algo que já não foi bastante martelado pela imprensa.
No meio do jornalismo também existe muita competição. Vai ter sempre gente que irá criticar seu trabalho. Então, temos que saber separar as críticas construtivas daquelas que só querem te derrubar.
>SAG: Além da Fórmula 1, qual outra modalidade você gosta de abordar no blog? E por quê?

AM: Eu gosto muito de abordar a MotoGP, pois até hoje não encontrei um bom blog sobre o assunto. Eu nunca andei de moto, nem de carona, mas sou fã da categoria. Acompanho desde Michael Doohan, que era o Shumacher da época. Ganhava tudo!
Também gosto da GP2 e não gosto da Stock Car, mas às vezes posto porque é a maior categoria brasileira. Para mim o problema da Stock Car está nos circuitos brasileiros e não na categoria em si. Infelizmente, o automobilismo no Brasil está a cada ano pior. Até Jacarepaguá já foi para o espaço. Lamentável!

SAG: Qual momento que mais te marcou no automobilismo?

AM: Existem alguns momentos. A morte do Senna, claro, é um dos. Teve também a morte do Greg Moore, que eu considerava um “baita dum piloto”, parafraseando o Neto. Tirando os desastres, teve a primeira vitória do Rubinho e o final da temporada de 2007, quando o Hamilton vacilou e o Raikkonen levou o título. Têm outros, mas são de acidentes, então deixa pra lá. Euheueue
SAG: Qual seu maior ídolo da Fórmula 1 de todos os tempos? Por quê?

AM: Eu não tenho nenhum ídolo na F1 e acho que nunca terei. O Senna era um gênio, mas para mim o Piquet também. A diferença é que o Senna virou herói porque falava o que o povo queria ouvir. Já o Piquet sempre foi o barraqueiro invejoso. O Shumacher é o maior vitorioso de todos os tempos, mas o que ele fez em 96 e 97 não foi coisa de ídolo. Entre os campeões da minha época, eu gostava do Hakkinen, pois era o único que ganhava do Shumacher (e de forma limpa!).
Atualmente, gosto do Vettel, Kubica e Alonso. Este último, o mais completo. Dos novatos, acho que o Buemi tem futuro.
>SAG: Quais os pilotos das outras categorias você gostaria de assistir pilotando um Fórmula 1?

AM: Nunca pensei nisso. O Rossi já pilotou e pilota a Ferrari, o Loeb já andou de Red Bull... . Eu queria era que o Raikkonen voltasse para a F1. Vou sentir falta do ice man. O Piquet Jr também podia pilotar um F1, coisa que ele não fez nas 2 temporadas que competiu. eheuiheuiheuiheuiheuie
SAG: Você já teve contato com algum ídolo do automobilismo? Qual foi a sensação?

AM: Nunca tive. Este ano vou ao meu primeiro GP Brasil. Comecei a trabalhar, então agora tenho grana para isso. Se eu ganhasse 20 vezes mais, talvez eu investisse na minha carreira dentro das pistas. =)
Eu conheci pessoalmente o Flávio Gomes. Serve? Ele é menor do que eu imaginava e mais chato também. Ele é um puta de um jornalista, escreve muito bem, mas não tem paciência com seus leitores mais eufóricos. Ele mesmo já admitiu isso. Eu tenho! o/
SAG: Você já teve alguma desilusão com o blog? O que te fez continuar com o trabalho?

AM: Como eu não tenho nenhum interesse profissional com o blog, não ligo muito se ele é pouco acessado às vezes. A desilusão vem quando você posta algo que acha demais, inédito, foda, daí encontra a mesma coisa em outro. O que me faz continuar é saber que coisas novas vão acontecer e eu vou ter a oportunidade de postar a respeito.
Ultimamente o blog deu uma crescida boa. O número de acessos diários disparou, então agora tenho ânimo de sobra. O problema é tempo e cabeça mesmo.
>SAG: Qual recado você deixaria para os seguidores do blog?

AM: Ronaldo!eiheuiheuieui
Brincadeira. Eu queria pedir para que comentassem as notícias e deixassem contato para nos comunicarmos depois. Se tiverem algum blog, podem fazer propaganda no MuhaGP, sem problemas. Podem pedir temas, perguntar, etc. Mi blog, su blog!ehuiehuiehui

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Entrevista de Blogueiro - Ivan Capelli

Ivan Capelli tem 32 anos, gaúcho, jornalista, dono do blog capelli onde comenta tudo
sobre fórmula 1

Stop and Go: Como surgiu a idéia de utilizar o nome do piloto Ivan Capelli como codinome e o
nome do blog?

Ivan Capelli: Foi totalmente aleatório. Embora tenha uma grande simpatia pelo piloto, nunca fui um fã ardoroso dele. Em 2005, fui fazer um cadastro num fórum de automobilismo, o Downforce, e reparei que as pessoas em geral usavam nicknames. Resolvi criar um também e o primeiro nome que veio à cabeça foi o do Capelli, pois eu estava com um livro aberto sobre a mesa justamente com uma foto dele. Achei o nome sonoro e divertido. Como tenho ascendência italiana, achei que tinha a ver comigo.
No fim das contas o nome pegou e deu muito certo, hoje sinto até um certo orgulho de ter, sem querer, inventado um apelido que deu tanta sorte.

SAG: Como surgiu a idéia de fazer um blog sobre automobilismo?

IC: Assim como a escolha do nome, por acaso. No fórum Downforce havia um tópico, chamado “A Foto do Fato”, no qual a turma pegava fotos e colocava nelas legendas engraçadas. Resolvi arriscar fazer as minhas e vi que todo mundo gostava bastante, gerando recordes de acesso àquele tópico. Aí tive a ideia de centralizar tudo num blog, para ficar arquivado. E o blog começou a fazer sucesso, na base do boca a boca, até que fui convidado pelo F1 na Web e, posteriormente, pelo Grande Prêmio para colaborar com os sites.
Depois cansei das charges e resolvi falar mais de curiosidades e fazer análises, o que para minha surpresa deu mais certo ainda.

SAG: Quem foi e quem é o seu ídolo no automobilismo?

IC: Não sou uma pessoa que cultiva ídolos.

SAG: Qual foi o momento mais marcante do blog?

IC: Marcante, ainda que não necessariamente bom, foi o caso do livro do Lemyr Martins. Foi um episódio lamentável num geral, mas para o blog foi bom no sentido de ter comprovado o importante papel que blogs e redes sociais têm.
Para quem não lembra ou sabe, o consagrado jornalista Lemyr Martins publicou um livro o qual a editora divulgava como contendo um material até então inédito, a transcrição das conversas de rádio de Rubens Barrichello com os boxes da Ferrari durante a marmelada do GP da Áustria de 2002. O problema é que aquela conversa não passava de uma galhofa, uma piada antiga que circulava pela Internet, em inglês.
Quando o diário Lance! publicou uma matéria destacando aquela conversa, pulei da cadeira. Era um absurdo e me surpreendeu que não só o Lemyr, como também outros jornalistas, estivessem acreditando naquilo. Assim, fiz uma matéria mostrando o incrível engano e ela teve repercussão nacional.
No dia seguinte, entrevistei o próprio Lemyr Martins e, dois dias depois, Marcelo Duarte, editor do livro, me procurou para me parabenizar pelo bom trabalho jornalístico e para comunicar que a edição estava sendo retirada das livrarias em razão do absurdo engano.
Como jornalista, foi um momento bom, mas lamento muito pelos problemas que isso trouxe a figuras tão respeitáveis como o Lemyr e o Marcelo.

SAG: Em algum momento sentiu vontade de desistir do blog?

IC: Várias... é complicado conciliar um trabalho desses com a vida real. Eu sou casado, tenho família, tenho outro emprego, tenho vida social, não é fácil fazer tudo bem. E o blog começou a fazer sucesso, a cobrança dos leitores é grande quando o material é pouco ou de baixa qualidade, aí dá vontade de largar tudo mesmo.
Mas não adianta, é difícil abandonar algo tão bacana que foi cultivado ao longo dos anos. Assim, busco sempre renovar para que ele continue de pé. É como bicicleta, se parar de pedalar, cai.

SAG: De onde vinha às inspirações para você realizar as charges do Capelli?

IC: Do meu cérebro completamente doentio.

SAG: Em sua opinião quem foram os três melhores pilotos da Fórmula 1 de toda a história? E por quê?

IC: Não vi todos correrem, ao mesmo tempo em que é muito difícil comparar diferentes épocas. Então vou falar do que eu vi. Ayrton Senna, por ter sido o piloto das “vitórias impossíveis”, ainda que um tanto instável. Michael Schumacher, pela incrível longevidade, velocidade e consistência. E Alain Prost, pela frieza e pela velocidade quase imperceptível. A tocada do Prost era uma coisa única, ele parecia lento de tão suave. Mas era rápido pra caramba.

SAG: O que você espera dos pilotos brasileiros na temporada 2010 de Fórmula 1? E você acredita que possa entrar outro piloto brasileiro? Se sim quem?

IC: A temporada 2010 é uma total incógnita, principalmente para os brasileiros. Todos vivem novas realidades: Bruno Senna e Lucas di Grassi estreando em equipes novatas. Felipe Massa encarando Fernando Alonso no mesmo time e ainda em recuperação de um acidente bastante grave. E Rubens Barrichello trocou de equipe, agora com motores novos. Não dá para prever muita coisa. Se pode entrar outro? Acho bem difícil.

SAG: Qual o momento de maior repercussão que o blog teve?

IC: Acho que foi mesmo o caso do livro do Lemyr, como citei antes.

SAG: Você já assistiu alguma vitória brasileira no autódromo de Interlagos? Se sim qual foi a sensação?

IC: Não.

SAG: Caso você fosse dono de uma equipe de Fórmula 1 como você montaria sua equipe (piloto, chassi, motor e pneu de toda história)?

IC: Chamaria o Jean Todt para gerenciar, colocaria a Williams-Renault de 1992 como carro e motor e Ayrton Senna e Michael Schumacher como pilotos. Pneu não importa, poderia até ser de madeira que eles ganhariam tudo do mesmo jeito.

SAG: Qual é o seu piloto brasileiro favorito na Fórmula 1? E por quê?

IC: Acho o Felipe Massa o mais maduro e veloz dos que estão em atividade. Mas não que isso signifique necessariamente uma predileção.

SAG: Qual recado você deixaria para os amantes de automobilismo que acompanham o Blog Stop and Go?

IC: Sei lá... cuidem-se

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Entrevista de Blogueiro - Jorge Pezzolo


Foto: Jorge Pezzolo

Jorge Pezzolo tem 28 anos, pode-se dizer que é um multifuncional, pois trabalha em várias áreas. É formado em artes cênicas pela USP, mas no momento estuda cinema na Escola Livre de Cinema e Vídeo de Santo André, trabalha com iluminação para eventos, além de planejamento digital do site, na qual eventos e pilotos através de uma visão descontraída obtêm uma relação mais próxima com seus fãs.

Stop and Go: Qual o momento da Fórmula 1 que te marcou fazendo com que virasse fanático e desse o nome ao blog?
Jorge Pezzolo: Difícil dizer... acho que desde que nasci gosto de corridas, na minha família as manhãs de domingo foram tradicionais. Lembro de duas corridas em especial: o GP da Austrália de 1986, que com 5 anos foi uma batalha para ficar acordado e assistir a corrida, e o GP de Portugal de 1989 (ou 1990?) em que o Mansell desclassificado bateu no Ayrton Senna. A partir daí, nunca deixei de ver F1.

SAG: Como surgiu a idéia de fazer um blog sobre automobilismo?
JP: Percebi que pouco se mostrava dos bastidores, colocam o “fanático” por corridas lá na arquibancada debaixo de sol e chuva, como se não fosse ele o motor desse mundo. É pra esse cara que estamos falando.

SAG: Qual foi o momento mais marcante do blog?
JP: O Blog sempre me proporciona aventuras, acho que os eventos que fomos convidados a cobrir e alguns “furos” que meio sem querer conseguimos foram marcantes. Não é o nosso foco mas ás vezes acontece...

SAG: Em algum momento sentiu vontade de desistir do blog?
JP: Ás vezes a exposição é muito grande, principalmente por ele levar meu nome tem gente que confunde um pouco, mas tudo bem, desconecta alguns dias que passa... E fico triste com algumas pessoas que admirava serem tão temerosas com uma possível concorrência. Essa ponte virtual - real ás vezes é complicada!

SAG: Quem foi e quem é o seu ídolo no automobilismo?
JP: Emerson Fittipaldi, foi e é meu ídolo até hoje. Dos pilotos em atividade admiro Felipe Massa, um lutador!

SAG: Qual o evento mais emocionante que você já fez no pod do Pezzolo? E por quê?
JP: Acho que todos foram especiais, mas a cobertura deste ano da F1 direto do setor G foi “marginal”, acho que esses momentos do Pod são os mais felizes, todo mundo tomou um pouco de chuva com a gente lá!

SAG: Você já fez alguma loucura para assistir uma corrida ao vivo ou para falar com algum piloto? Se sim, qual?
JP: Acho que o primeiro GP da Argentina, em 1995, foi um dos eventos mais doidos que vi ao vivo. O evento do “ Jogo das Estrelas” também, entregamos o Troféu Blogueiros, que é nosso ranking dos melhores do ano, pro Titônio Massa...

SAG: Qual foi a maior dificuldade que você vivenciou para realizar o videocast? E por quê?
JP: Fazer um Videocast é muito, muito difícil. Agir com naturalidade nas câmeras, os problemas de vídeo, som, de upload, os públicos com necessidades diferentes. Mas o bacana é isso, fazemos junto com o público, melhoramos com os comentários...

SAG: Aonde a sua vitória no programa a Grande Chance ajudou no sucesso do blog?
JP: (Risos) Acho que em nada! Pouquíssima gente me conhecia naquela época. Vivo participando desses programas de perguntas e respostas da TV, eu os adoro! Agora temos uma lista para jogar “1 contra 100” do SBT no Twitter, quem sabe em breve vocês vão ver o Pezzolo enfrentando Roberto Justus?

SAG: Quais as disputas que mais te marcaram da Fórmula 1?
JP: Villeneuve e Schumacher em 1997 e Hamilton e Massa em 2008. E ainda tem quem diga que a F1 está chata!

SAG: O que você espera das novas equipes da Fórmula 1 na temporada? E qual vai se destacar?
JP: Olha, não espero muito. Reclamaram tanto de dois campeonatos paralelos em 2010 e acho que é o que vai acontecer: Ferrari, Mclaren e Red Bull devem andar muito a frente das outras. Acho que Virgin Manor tende a ser a melhor, mas vamos ter que esperar...

SAG: Qual o evento que você gostaria de realizar um pod do pezzolo, mas que ainda não fez? E por quê?
JP: Fórmula Indy seria o máximo, as 500 milhas um sonho. Vamos ver se conseguimos em breve. Depende de vocês, internautas!

SAG: Qual recado você deixaria para os amantes de automobilismo que acompanham o Blog Stop and Go?
JP: Fucem a internet, tem muita coisa boa por aí!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Entrevista de Blogueiro - Jackson Lincoln Lopes


Foto: Jackson Lincoln ao lado de seu amigo, o narrador Téo José

Jackson Lincoln Lopes está graduando o último ano de Educação Física, tem 25 anos, mora em Maringá, é editor e fundador do Blog da Indy, e também do extinto FórmulaMundial.com que estava on-line entre os anos de 2005 e 2006.
Além de ser um apaixonado pelo automobilismo de monoposto norte-americano desde o final da década passada, o que se deve principalmente ao jogo de vídeo game CART World Series e espera um dia está trabalhando relacionado com o automobilismo

Stop and Go: Desde quando começou a sua paixão por essa modalidade do automobilismo?

Jackson Lincoln Lopes: Começou em 1999 através do jogo CART World Series. Gostava muito de jogos de simulação de corridas de carros de monopostos. Não conhecia nenhum piloto ou equipe da Indy até ter o jogo. O jogo é baseado na temporada 1997. Foi a “acelerada” inicial para começar a assistir as corridas. A primeira que vi foi Cleveland 1999, Montoya venceu. Nesta corrida teve de tudo, sol, chuva, sol, rodadas, batidas... foi no mesmo dia do GP da França de F1 que o Rubinho e Schumacher fizeram manobras em X no grampo de Magny Cours, a mesma manobra feita por Juan Pablo em cima do Gil de Ferran naquele dia.

SAG: A sua paixão pela Indy se deve apenas pelo jogo Cart World Series ou existe outros fatores?

JL: Sim. Mas também deve creditar a categoria ter excelente qualidade naquela época. E por mais que fosse em VT as transmissões do SBT, o Téo José e a equipe de produção da categoria na emissora paulista, era muito bom o trabalho.

SAG: Quando surgiu a idéia da criação de um blog sobre a modalidade?

JL: Quando a CART virou ChampCar a cobertura brasileira estava péssima. Foi quando criamos o FormulaMundial.com ainda em 2005. Cobrimos a ChampCar naquele ano, mas por motivos profissionais e pessoais tive de abandonar o projeto em janeiro de 2006, estávamos indo bem assim como este ano. Com o fim da Champ Car fiquei um pouco afastado da Indy, mas no final do ano passado com a morte do Paul Newman (a equipe dele era e é uma das que eu mais gosto da categoria) resolvi voltar a escrever. Inicialmente era um projeto pessoal e escrever sobre tudo, mas cada vez mais estava direcionando somente na Indy. Ai surgiu o Blog

SAG: Qual foi o momento mais complicado que passou para manter com o blog?

JL: É complicado desde o inicio. Falta apoio, principalmente por parte dos pilotos. Não pedimos dinheiro, brindes nem nada. Apenas um pouco de ajuda falando sobre automobilismo. Mas eles devem ter os motivos deles para não querer ajudar. Por efeito de curiosidade, o pior dia foi nos treinos para o GP do Japão deste ano, tinha aula as 7h30 e tinha dois treinos na madrugada. Acho que dormi pouco mais de duas horas nesta madrugada.

SAG: Qual foi o momento mais marcante do blog, as entrevistas com os pilotos ou a reputação em que alcançou e por quê?

JL: Marco como dois momentos distintos. Durante as 500 milhas de Indianápolis e no GP de Toronto por termos obtidos os recordes de audiência durante o ano. Na Indy 500 devido a importância do evento, realmente é um grande evento, deu pra ver o interesse dos internautas pelas buscas no Google e olha que a Band fez uma boa cobertura da corrida no domingo. Já em Toronto, saiu uma noticia nossa no UOL na pagina principal, e tinha um link lá que ia direto para nosso site. Estes momentos foram com relação a audiência. Um momento muito gratificante foi em agosto quando realizei uma entrevista com Felipe Giaffone e Danilo Dirani. Os dois foram muito legais e bacanas, todos eles claro foram apresentados pelo Téo José. Uma vez o Téo me mandou um email dizendo que o Felipe ligou para ele só para falar da qualidade do Blog da Indy, disse que estava impressionado. Momentos assim de reconhecimento me deixa muito feliz mesmo.

SAG: Existe uma equipe te auxiliando ou você consegue conciliar tudo sozinho?

JL: No momento conto apenas com o Fábio Henrique como colunista, os textos dele são demais, se ele tivesse mais tempo, certamente escreveria mais. Claro que gostaria de mais gente na equipe para dividir tarefas, alias sempre parecem candidatos, mas por conta dos compromisso pessoais que qualquer ser humano tem, a vontade é superada pela outras tarefas do cotidiano. Como vocês podem estar percebendo, tem que ter muito comprometimento no projeto para sair um site legal.

SAG: Qual a reportagem mais triste q você já teve escrever pro blog? e por quê?

JL: Foi na semana da corrida do GP de Mid-Ohio quando o pai do Mario Moraes faleceu. Acompanhei um pouco da batalha do Mario com a doença de seu pai pelo twitter do piloto. Foi muito triste escrever aquilo.

SAG: Qual momento mais marcante da Cart você se lembra e onde você assistiu?

JL: Ah com certeza o título do Gil de Ferran em 2000 na etapa de Fontana. Assisti em casa. Tinha uma prova no dia seguinte, eu estava no último ano do ensino médio. Foi péssimo ver a corrida mais importante da minha vida as duas da manhã.

SAG: Quem foi e é o seu ídolo na modalidade?

JL: Para quem acompanhou a CART sabe que é difícil escolher um ídolo, pois teve vários. Alex Zanardi, Greg Moore, Gil de Ferran e Cristiano da Matta seriam os meus. Um ídolo fora das pistas que nunca posso deixar de mencionar é o amigo Téo José.

SAG: Qual corrida você gostaria de assistir ao vivo?

JL: Surfer’s Paradise sem duvida nenhuma. Como não está no calendário, gostaria de ver a Indy 500.

SAG: Em sua opinião, Qual vitória brasileira nas 500 milhas de Indianápolis teve mais relevância para o crescimento de admiradores da corrida? E por quê?

JL: As duas do Emerson. A primeira por abrir portas para todos pilotos não norte-americanos, pois fazia mais de três décadas que só eles venciam lá. Já a segunda, como a Manchete era uma TV onde muitos tinham acesso e boa audiência, acredito que para o publico foi mais importante. Até porque a PPG IndyCar World Series estava em crescimento total.