A equipe SAG tem o prazer de trazer a todos os amantes do automobilismo uma entrevista a toda velocidade com Pedro Gomes, piloto da Fórmula Truck.
SAG: Foi um ano muito difícil para os caminhões Ford essa temporada, mas qual foi o balanço para você nessa temporada 2012?
PG: É foi um ano bastante complicado né pra gente, o ano começou e a gente perdeu um componente ai importante ai que trabalhava na preparação dos motores e atrapalhou a gente no ano todo e como é meu primeiro ano na Fórmula Truck, sou bastante experiente no automobilismo, mas na Fórmula Truck é meu primeiro ano, então é complicou mais um pouco, então levando tudo isso em consideração durante o ano todo eu tive ai muito bem durante os treinos deu pra mostrar pra categoria toda que eu consigo ser tão competitivo quanto era na Stock Car. Aqui na Fórmula Truck também a meta pro ano que vem agora é a gente começar bem já o ano disputando na ponta ai.
SAG: Então já podemos esperar você ano que vem acelerando na Fórmula Truck?
PG: É com certeza, não sei ainda.. a gente está trabalhando pra ver qual é a equipe, o objetivo é continuar aqui na Ford.
SAG: Qual a diferença de ambiente entre a Stock Car, que você competiu, e aqui na Fórmula Truck?
PG: Ah é enorme, essa acho que é uma das principais diferenças, na Stock Car, como a categoria já é super profissional, o nível dos pilotos é extremamente competitivo lá há quase 10 anos já, então você não tem mais aquele clima de amizade entre os pilotos, perdeu bastante disso, e aqui na Fórmula Truck é bem diferente, aqui a competição é na pista, acabou a pista, todo mundo conversa, troca ideia, é bem mais amistoso, é bem mais legal, mas um clima.. um clima mais família aqui.
SAG: E como você avalia o circuito de Brasília, que é a primeira vez, já que você está na Fórmula Truck pilotando aqui?
PG: Com certeza acho que é uma das melhores pistas que a gente tem para andar pelo formato das curvas né, de serem mais abertas então.. então ajuda o caminhão, a gente consegue ser um pouco mais agressivo do que é em algumas outras pistas, que a gente tem que ser um pouco mais cuidadoso, então é uma pista que ou.. todo caminhão precisa andar mais rápido ele oferece bastante prazer aqui este traçado pra gente.
A equipe SAG tem o prazer de trazer a todos os amantes do automobilismo uma entrevista a toda velocidade com João Ometto, piloto da Fórmula Truck.
SAG: Qual foi a sua maior dificuldade em enfrentar o traçado de Brasília?
JO: O traçado de Brasília, é um traçado bem simples a gente esta usando o traçado externo que são quatro curvas, porém isso judia muito do caminhão, tivemos um problema de turbina e a temperatura de Brasília é sempre o inimigo número 1. Então amanhã na corrida com certeza vai ser conservação contra agressividade. Com certeza quem conservar vai subir no pódio e vai ganhar a corrida, quem for agressivo não vai chegar no final esse é grande detalhe de Brasília.
SAG: Uma coisa que a gente estava reparando aqui João, é que todos os pilotos estavam atacando muito a primeira curva utilizando o máximo possível por fora, teve alguns que escaparam e muitos poucos conseguiram não utilizar aquela área de fora. A zebra parece que é progressiva, ela ajuda na velocidade do caminhão, ajuda a ganhar tempo ou qualquer errinho pode ser fatal?
JO: Colocar o caminhão de lado dependendo do acerto melhora outros caminhões piora, a gente chama de mesa depois da zebra daquele ângulozinho ali depois da zebra tem um pedaço de cimento que dá para ser usado, porém tem que ser usado com cautela, porque se realmente colocar o caminhão muito de lado acaba perdendo. Na minha primeira volta eu utilizei ali e eu perdi 6 décimos, na segunda volta eu tive um pouco mais de cautela eu baixei esses 6 décimos voltei na minha volta que o caminhão tava demonstrando de manhã. Quer dizer é uma coisa mais de acerto, mais de guiar e de caminhão para caminhão. A gente usa cada um usa o seu chassi, os caminhões são diferentes, tem caminhão que aceita usar aquela mesa e outros que não. No meu caminhão não foi legal e eu tive que recuar e deu certo e ficou legal.
SAG: Como você analisa a sua temporada de 2012 passando por vários circuitos totalmente diferentes que compõem a categoria?
JO: Na verdade eu fiz três etapas, essa é minha terceira etapa, eu to substituindo o Fred Marinelli que se machucou em Cascavel, então na verdade eu sou um piloto substituto. Eu fiz Guaporé, fiz Curitiba e agora to fazendo Brasília. A grande dificuldade é exatamente a temperatura, o caminhão tem muita potência, o motor é muito grande, é uma litragem muito grande, a turbina é muito grande e quando a gente corre no sul é um alívio, agora vim para Brasília tem que pensar muito, o radiador tem que trabalhar bastante.
SAG: Você só pegou pista rápida, que é Guaporé, Curitiba e Brasília, e a diferença praticamente é a temperatura aqui, mas a temperatura mais fria não é arriscar mais porque pega mais velocidade, numa temperatura mais amena?
JO: É na verdade não ganha muita velocidade, o que ganha é se manter veloz por mais tempo, por mais volta, você sobe a média, aqui não, aqui dá para ser agressivo, mas do meio para frente vai ter que recolher e recolher muito o pedal do acelerador.
SAG: Você não acha que caso chova amanhã, o que é quase impossível, mas tem a previsão, você não acha que vai ser um pouco pior ou você acha que vai trazer mais benefício por causa que a temperatura vai estar melhor, mais agradável?
JO: É com certeza, a chuva vai diminuir automaticamente o tempo de volta porque o piso vai estar molhado, vamos ter menos aderência, mas o problema da temperatura ai a gente esquece e ai é pedal no fundo o tempo todo, lógico que com uma cautela do piso molhado.