quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Conexão SAG 2012 - Daniel Moraes

A equipe SAG tem o prazer de trazer a todos os amantes do automobilismo uma entrevista a toda velocidade com Daniel Moraes, diretor médico da Fórmula Truck. 

SAG: Como é que funciona aqui toda preparação da parte médica aqui para ter o atendimento mais eficiente possível? 

DM: Primeiro é um prazer receber vocês do blog Stop and Go aqui na nossa família Fórmula Truck, sejam sempre bem-vindos ao nosso meio. A Fórmula Truck tem priorizado cada ano mais a equipe médica, porque nossos caminhões são muito velozes, são muito rápidos e são caminhões muito seguros, mas além de ter segurança nos caminhões você tem que ter segurança também fora do caminhão e ai você precisa de uma equipe médica qualificada, especializada e preparada pra qualquer eventualidade.

SAG: Nós tivemos esse ano um acidente muito sério que foi na etapa de Guaporé com o piloto que teve mais de 50 fraturas. E como é que foi aquele atendimento, porque foi um atendimento assim de extremo risco que vocês tiveram que fazer? 

DM: Pra você ter uma ideia ele passou alguns dizem a 190 outros a mais de 200, pra você ter uma ideia ele passou por um concreto de muro de 50 centímetros de espessura, ele passou sobre as arvores uns 50 metros e caiu uns 20 metros de cara no chão e todo mundo dizia tá morto, tá morto, tá morto, e foi o resgaste pra mim, eu tenho 25 anos de escola, 25 anos de resgaste de emergência, e esse foi um dos piores que eu fiz na minha vida toda e foi o mais rápido que eu fiz na minha vida, pra você ter uma ideia a desgraceira toda estava ali e nós.. e papai do céu foi muito bom com a gente, os nossos anjinhos e os dele também tavam de plantão conosco, eu tirei ele ao entrar no caminhão e coloca-lo na prancha do lado de fora deu exatamente 35 segundos contado por um jornalista que estava ao lado contando, cronometrando pra gente, a gente não sabia, e eu vim ler depois de um blog, sabe.. então assim.. é.. a Fórmula Truck, a Neuza que é a dona da Fórmula Truck, nós temos uma vantagem, ela como mulher, a mulher tem todo um jeito meigo de falar até pra te dar uma pancada ela te dá com carinho né, e a Neuza é uma coisa.. eu falo pra ela Neuza eu preciso disso e ela fala doutor contrate o que precisar, o que quiser, eu Neuza eu preciso de uma ambulância você tem certeza que só uma.. quer pedir duas.. então isso me dá uma tranquilidade pra eu poder transferir também essa tranquilidade pros pilotos e para o público, então nós temos uma equipe médica preparada pra aqui dentro, pro povo que tá aqui, pros pilotos e temos outra equipe.. parte dessa equipe médica vai pra fora para atender as pessoas do público também, lá nós temos médicos, enfermeiras, temos barracas de 10x8 montada lá fora para atender o povo.. completa, com tudo de urgência, emergência, ambulância, utis, com médico, paramédico, com socorristas, com enfermeiras e tudo que você necessita a bordo. Nós estamos com três hospitais de sobreaviso pra nós aqui, e nós exigimos isso de cada contratado nosso, em cada local que tenhamos três hospitais a nossa disposição, inclusive vaga de uti. Essa é a Fórmula Truck, essa é a equipe médica da Fórmula Truck, uma equipe muito grande, uma equipe complexa até, mas uma equipe muito eficiente e a gente cobra pesado em cima. 

SAG: Qual foi a sensação depois desse acidente tão brusco e todos estavam dizendo que o piloto já estava morto, qual a sensação de tirar ele vivo de lá? E ver que ele está se recuperando e que daqui a pouco pode estar de volta às pistas? 

DM: Olha vou te contar um segredo pra você, na hora que eu tiro.. eu entro tão adrenado na pista até hoje, 25 anos depois eu achei que só quando eu saísse da escola que eu era menino que eu sentisse, não.. a gente.. você entra adrenado e eu saio adrenado da pista, eu só fui descobrir isso quando eu o levei pra Curitiba, que eu faço uti área também, então eu coloquei no avião né.. a cidade é pequena e nós tivemos recursos maiores, um centro maior, então eu montei uma uti num avião nosso e o levei até Curitiba, eu fiz a uti no ar ele fez duas paradas cardiorrespiratória em voo, então foi muito complicado, nós chegamos em Curitiba ele foi direto pra um dos melhores hospitais de Curitiba, fez a cirurgia, 52 fraturas, na corrida nossa passada em Curitiba agora ele tava lá de cadeira de rodas todo.. contando até piada, então é o maior prêmio nosso, sabe.. é maior alegria minha, em tira-lo dali saber que todo mundo dizia tá morto e nós olhamos pra ele e dissemos assim você está vivo e vai continuar comigo, eu batia no peito dele e dizia fica comigo, olha pra mim, olha pra mim, fica comigo, então quando o vejo assim.. e o sorriso dele que eu vi agora numa entrevista na foto é o maior presente que eu posso ganhar, é ver que eu fui útil, sabe.. a vida daquele que necessitou, e ele necessitou e eu estava lá com a minha equipe, equipe de Guaporé é a primeira equipe médica nossa da Fórmula Truck, há 17 anos conosco, uma equipe linda, maravilhosa, de profissionais de altíssimo nível e todos trabalham não é pelo dinheiro é pelo amor. 

SAG: Quanto tempo vocês têm para chegar no piloto, caso precise de alguma emergência médica? Quanto tempo vocês têm para chegar até o piloto? 

DM: Tá.. pra você ter uma ideia, não sei se vocês viram eu tenho uma corvette, essa corvette, nós temos uma, linda, maravilhosa né, e nervosa, linda, maravilhosa e nervosa, esse carro é preparado com 640 cavalos na roda, então nós passamos.. nós podemos rasgar essa reta a mais de 300km/h com ela, então.. pra você ter uma ideia nós chegamos ai de 10 segundos, 15 segundos, 30 segundos no máximo nós tamos em cima do piloto, e no carro, no medical nós temos uma mini uti montada, desde urgência e emergência de trauma, ventilatória, pulmonal, o que precisar, desde pra um curativozinho de uma unha que você cortou a uma parada cardiáca ou múltiplas fraturas como foi o caso dele, então o medical tem todos esses aparatos, todo esse equipamento, desfilador, monitor, oximetro, nós temos inclusive um aparelho que chama-se “fez” que a gente realiza se ele tiver preso nas ferragens e eu perceber que a coisa é muito difícil, muito pesada eu consigo fazer um ultrassom, que o ”fez” é um aparelho de ultrassom, eu faço em 1 minuto eu faço uma varredura nele em todo abdômen pra saber se ele tá com hemorragia interna ou não, então isso é segurança, é tranquilidade, isso é Fórmula Truck, é a gente se preocupando cada dia mais e tendo a liberdade de contar com a dona da Fórmula Truck, com a Neuza, que fala assim olha. doutor gaste o que quiser, mas eu quero segurança, eu quero qualidade e eu quero as pessoas bem, então isso me deixa como médico, como diretor médico feliz e realizado como profissional. 

SAG: Quando o acidente é mais tranquilo, a gente vê algumas batidas e tal, mesmo assim eles passam por exames após essas batidas, vocês fazem toda a análise nele, completa, ou vocês só perguntam se ele está bem, vê só o geral dele? 

DM: Não, o piloto por mais leve que seja o acidente, ele é transferido para o centro médico, mesmo que ele saia do caminhão e vá embora, quando ele chega nos boxes tem um médico nosso lá, vai busca-lo ele vai pra dentro do ambulatório médico, lá é feito um checkup do fio de cabelo ao dedão do pé dele, nós fazemos uma anamnese completa, completa, e nós só o liberamos, ele só pode voltar ao caminhão, adentrar ao caminhão para adentrar a pista se tiver o aval médico, se tiver a liberação do médico, do contrário ele não pode. 

SAG: Essa ida ao centro médico é obrigatória? 

DM: É obrigatório, isso é obrigatório, é praxe, isso é protocolo nosso, sabe.. porque ele pode dizer não doutor eu estou bem, eu estou bem eu não tenho nada e ter uma hemorragia interna, montar no caminhão ou sair andando a pé e 10 minutos depois cair no chão e morrer, então pra isso nós temos médicos, nós temos uma equipe especializada, qualificada, pra essa avaliação, então é segurança? é, é chato, pode até ser, mas é vida pra eles.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Conexão SAG 2012 - Tatula Pascolli

A equipe SAG tem o prazer de trazer a todos os amantes do automobilismo uma entrevista a toda velocidade com Tatula Pascolli, piloto do Pace Truck da Fórmula Truck. 

SAG: Essa é sua primeira temporada como piloto do Pace Truck, como foi a preparação para você guiar esse caminhão? 

TP: Não tem muitas preparações né, na verdade eu recebi o convite do meu empresário, no início fiquei meio assustada nunca tinha entrado num caminhão, ai falei ai meu deus será que eu dou conta né, e brinquei e até falei assim se não precisava fazer baliza tudo bem e a gente pegou um pouquinho do caminhão no começo.. na primeira corrida, eu fiz uns treinos alguns dias assim antes pra aprender a passar marcha, pilotar, mas já tinham me falado que era mais fácil do que carro, e realmente é, é muito gostoso, é uma sensação ótima, eu quando volto pra minha casa falo ai que saudade do meu caminhão, pego carrinho lá falo que marchinha pequena lá são doze, só o que aumenta a diferença é o número de marchas, mas é como dirigir um carro, muito gostoso, é.. eu adorei.

SAG: Então você pretende continuar na frente desses caminhões fortes por um bom tempo então? 

TP: É o contrato são de dois anos né, porque a cada dois anos é.. vence o contrato do Pace então se não mudar a marca, geralmente muda né, há dois anos atrás era a Iveco que a Mariana pilotava, ai mudou pra Ford se continuar ficamos mais tempo, mas senão com certeza até o final do ano que vem to por aqui. 

SAG: Quais foram assim as suas expectativas, porque é um show, porque a Fórmula Truck é um show, é uma categoria que faz muito sucesso e você andou pelo Brasil e pela Argentina também, qual foi a pista assim mais difícil que você teve que guiar o pace truck para vistoria de pista e também para as bandeiras amarelas? 

TP: Ah Interlagos, acho que as curvas são bem fechadas assim, tava chovendo no dia da corrida também então o meu caminhão derrapa um pouquinho então sempre fica aquele emoçãozinha a mais né, eu achei a pista mais difícil Interlagos, essa aqui é bem tranquila, Brasília é deliciosa, é uma pista de velocidade, mas as curvas são mais abertas então é muito gostoso. 

SAG: Cada vez que você vai para pista tem o friozinho na barriga ou já está acostumada, é como se fosse andar de bicicleta? 

TP: Eu acho que o friozinho na barriga vem quando a torre grita pace truck na pista, porque sempre às vezes você tá conversando, tranquila e de repente aquela adrenalina, tem que entrar rápido, a gente não sabe o que aconteceu, porque a gente não tem visão da pista toda, e ai a gente só houve bandeirada e ai tem aquele segundinhos de ansiedade assim, mas é gostoso, sempre dá uma batidinha a mais no coração. 

SAG: E aonde fica o pace truck na hora, exatamente dessa emergência, onde é que você se localiza? Você fica dentro do pace truck a disposição? E aonde é que fica o pace truck, por exemplo aqui na pista de Brasília? 

TP: A gente geralmente fica no final dos boxes, aqui na saída de box né, mas tem alguns lugres que a gente se posiciona em outros lugares também, dependendo da pista, de onde é melhor pra gente sair mais rápido, ter uma saída mais rápida, mas geralmente é na saída de box mesmo que a gente fica.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Highlights SAG 2012 – WRC – Etapa da Espanha da temporada 2012

Nesta edição do Highlights SAG estará sendo disponibilizado o Highlights com os melhores momentos da etapa da Espanha da temporada 2012 do WRC.

Primeiro dia


Segundo dia


Terceiro dia

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Conexão SAG 2012 - Djalma Fogaça

A equipe SAG tem o prazer de trazer a todos os amantes do automobilismo uma entrevista a toda velocidade com Djalma Fogaça, piloto da Fórmula Truck.  

SAG: Essa temporada para Ford foi muito complicada, foi uma temporada muito difícil, vocês sofreram com muitas quebras, mas qual foi o balanço do senhor em relação a essa temporada?

DF: O balanço é.. pra gente foi terrível né.. a equipe tem treze anos trabalhando com os caminhões Ford, e nós nunca fizemos.. a pior temporada nossa foi infinitamente melhor do que essa, uma coisa que não existe e infelizmente aconteceu com a gente, muitas quebras de motor, passamos por três preparadores de motor durante o ano e chega agora no fim do ano e tamo ai praticamente cumprindo tabela sem nenhuma.. é na realidade um avanço nos caminhões ou tentando melhorar alguma coisa, só no carro do Danilo Dirani que ele está desde de Curitiba com uma eletrônica nova, uma eletrônica que a gente vai andar ano que vem e.. é isso.. esperar terminar ai pelo menos terminar a corrida, mas se você analisar os treinos ai os caminhões tão já.. é.. em ritmo de férias mesmo, porque todos estão na batalha tentando melhorar.. tentando melhorar, a gente tá tentando fazer um trabalho pra não quebrar então quando você.. você vai por esse caminho você abre mão da competitividade né, de ser mais agressivo no ajuste, a gente tá econômico no ajuste pra chegar ao fim da corrida e.. e.. e tentar é.. pelo menos terminar dignamente, mas a temporada é terrível.

SAG: Você acha que o maior desafio daqui da capital federal, do circuito aqui de Brasília é mais a resistência do equipamento por causa principalmente que é o circuito mais rápido da temporada e também pela temperatura? 

DF: É sem dúvida, é resistência, mas a gente não tá trabalhando na resistência pensando em ganhar corrida, ser um trunfo pra ganhar corrida com isso, porque não tem.. os caminhões são dois segundos mais lento do que os outros, isso quer dizer não tem o que fazer então é tentar estar ali entre os dez pelo menos com Pedro Gomes que é o que tá melhor dos três e tentar chegar ao fim da corrida entre os dez. 

SAG: E depois dessa temporada que não foi tão bom, já tem uma perspectiva para 2013 já de vocês conseguirem ficar entre os dez, entre os cinco primeiros e até ir para a disputa do campeonato? 

DF: A gente teve um corte muito grande de orçamento da Ford, cortou 70%, quer dizer você olha um corte de 70%, nego fala num corte de 10%, de 15%, agora um corte de 70%, a proposta que tá pra aqui.. porque a gente não.. na realidade não temos nada certo pro ano que vem, perspectiva nenhuma e não tenho perspectiva na realidade nem de continuação da equipe, essa é a realidade, não tem piloto definido pro ano que vem, absolutamente nada e é terrível você chegar no fim do ano, a equipe com a história que tem, com o currículo que tem chegar nessa situação, mas acontece nas melhores famílias.  

SAG: Qual foi a sua emoção depois de voltar as pistas depois de um tempo aposentado? 

DF: Te falar bem a verdade nenhuma, foi o maior arrependimento e talvez um dos maiores erros da minha vida.. voltar a guiar, acho que não tem.. não porque.. porque ta nesse.. é claro que o momento ajuda né.. vai ver o treino eu fui 20º tempo, então eu não lembro de ter largado em 20º numa situação normal, você acelerando podes largar em 20º porque você não classificou, porque quebrou alguma coisa, porque foi desclassificado por fumaça aconteceu muitas vezes, agora você na pista foi 20º esse ano foi ridículo e.. então esse talvez tenha sido um grande erro e tudo na vida tem um propósito, eu não vi propósito nenhum na minha volta entendeu então.. agora pra te falar a verdade mesmo é.. eu coloco o macacão e fico com vergonha, me sinto mal, então.. vamo ver é bem provável que seja a última.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Highlights SAG 2012 – WRC – Etapa da Itália da temporada 2012


Nesta edição do Highlights SAG estará sendo disponibilizado o Highlights com os melhores momentos da etapa da Itália da temporada 2012 do WRC.

Primeiro dia


Segundo dia


Terceiro dia

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Highlights SAG 2012 – WRC – Etapa da França da temporada 2012

Nesta edição do Highlights SAG estará sendo disponibilizado o Highlights com os melhores momentos da etapa da França da temporada 2012 do WRC.

Primeiro dia



Segundo dia



Terceiro dia

Conexão SAG 2012 - Regis Boessio

A equipe SAG tem o prazer de trazer a todos os amantes do automobilismo uma entrevista a toda velocidade com Regis Boessio, piloto da Fórmula Truck.  

SAG: Vamos falar rapidamente sobre o treino classificatório, foi um treino complicado por causa do calor, mas o seu caminhão realmente foi um dos mais rápidos, como foi determinado em todos os outros treinos? 

RB: É a gente conseguiu corrigir um erro que tava muito forte né.. não ficou ideal, mas ficou bom o caminhão, é.. no super qualifying eu dei uma errada no primeiro trecho que o padrão é ser ali 2 décimos mais lento que o mais rápido do setor e eu tomei 5 décimos então foi muito, mas eu consegui recuperar no segundo e terceiro trecho consequentemente eu fiquei 1 décimo da pole então ta bom.. perfeito, se eu tivesse acertado a minha volta eu poderia estar como pole, mas também os outros provavelmente cometeram algum erro consequentemente tá assim.

SAG: Uma coisa que nós reparamos que a maioria dos pilotos ou todos os pilotos estavam usando um pouco além da primeira curva, aquela área cimentada da primeira curva, alguns erraram outros colocaram roda na terra e tudo mais, ali é um risco muito grande para ganhar tempo e para perder tempo? 

RB: É.. assim oh.. a gente sempre abusa e tem que ir até a zebra senão não vira, aqui em Brasília os contornos são 90º (noventa graus) então o caminhão de quatro toneladas e quatro toneladas e meia tem um inércia de peso no contorno muito grande então acaba não tendo como tu agarrar e acaba sempre abusando então.. é.. tem um limite que tu tem que usar é bom usar pra ser rápido, mas tem o limite e ai é o que cada piloto acha que é bom pra o seu caminhão, o meu não pode ir demais, se eu for demais eu perco tempo e tem caminhão que vai demais e vira mais rápido do que eu, então.. é acerto e mania de piloto. 

SAG: Aproveitando que você conseguiu acertar o caminhão, naquele problema que até você tinha falado mais cedo da suspensão. Você acha que amanhã o melhor vai ser a largada vai ser o ponto decisivo para depois você manter o equilíbrio e conseguir ganhar posição ou você acha que vai ser durante a prova correndo atrás dos adversários? 

RB: É.. como é que eu vou te explicar.. Brasília tem já um perfil de ser muito quente e muito seco o que é convenhamos o veneno pro motor a diesel aqui, eu não sei o a gasolina também não seria, então assim.. todos os caminhões, eu não sei se tem alguma exceção que na quinta vai ter 110º com certeza, todos, então o que a gente avalia que as quatro primeiras, cinco primeiras voltas vai ser decisivo depois não adianta tu forçar porque tu vai quebrar, então vai ser se manter na corrida uma estratégia né.. e ir até a programada e depois da programada quem tiver o melhor caminhão pras últimas seis voltas, que eu acredito que vai ser as voltas mais forte e o caminhão que resistir e não quebrar. Ano passado nesta pista eu larguei em nono ultrapassei um caminhão e cheguei em segundo, os outros todos quebraram ou tiveram problemas e acabaram ficando lá pra trás perderam rendimento muito.. perderam rendimento grande, não foi uma ultrapassagem disputada foi uma ultrapassagem muito fácil, ou seja, é.. largando em quarto esse ano eu avalio que o equipamento ta bom, ta consistente, então.. a gente tem que ter cabeça no lugar, então é largar e já tentar se posicionar talvez ganhar uma posição, mas o ideal é não perder.. é ficar em quarto e acreditar pro fim da corrida, não é no início não, aqui é corrida de chegada é.. quem termina tem grande vantagem. 

SAG: E o asfalto abrasivo atrapalha também neste preparo além da temperatura o afasto abrasivo daqui de Brasília por ser um asfalto muito antigo atrapalha também no rendimento dos caminhões? 

RB: O asfalto abrasivo acaba deteriorando muito o pneu né.. como é pneu radial o que nós temos que cuidar é só pra não passar do limite e chegar no arame, porque o pneu radial ele não tem tipo um borracha, uma parte boa uma parte ruim, ele é o tempo inteiro igual agora.. é.. tem que ver cada acerto que tu faz, eu to com um pneu desde o início dos treinos e não sei se não vai pra corrida também porque não tá gastando pneu o meu caminhão, então é o acerto de cada piloto e mania de guiar, e eu fiquei sabendo de pilotos ai que tiveram que trocar dois jogos de pneu porque cabou os pneus, então vai ser acerto, costume de guiada, não bloquear em nenhuma freada, porque a bloqueada.. porque se tu bloquear no início vai perder os pneus não vai.. bloquear no radar também.. qualquer bloqueada, bloqueou é perigo de não terminar a corrida, então aqui é.. e em qualquer corrida né.. é cuidar bem dos pneus, os pneus bem cuidados vai dar tudo certo.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Highlights SAG 2012 – WRC – Etapa da Grã Bretania da temporada 2012

Nesta edição do Highlights SAG estará sendo disponibilizado o Highlights com os melhores momentos da etapa da Grã Bretania da temporada 2012 do WRC.

Primeiro dia


Segundo dia


Terceiro dia

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Conexão SAG 2012 - Danilo Dirani

A equipe SAG tem o prazer de trazer a todos os amantes do automobilismo uma entrevista a toda velocidade com Danilo Dirani, piloto da Fórmula Truck.  

SAG: Como é a etapa de Brasília para você? É a mais rápida da temporada, mas também exige muito do equipamento? 

DD: É o traçado de Brasília pra guiar o caminhão de corrida é um dos melhores ai da temporada, a gente anda no traçado externo então são quatro curvas muito rápidas ai pra direita e não por isso que é mais fácil muito pelo contrário é difícil você achar um equilíbrio bom ai.. mecânica do caminhão, é.. sempre em dezembro já tá bastante calor, a corrida é sempre uma hora da tarde então.. pega um pior horário ai ou melhor dependendo de como você vê, então é uma etapa muito desafiadora ai.. é a última do ano e uma das mais desafiadoras.

SAG: Para você pegar esse tempo seco, o caminhão de vocês não está muito bem acertado infelizmente vocês estão com muita dificuldade, mas qual a perspectiva para a corrida amanhã? 

DD: Na verdade não tivemos uma temporada muito boa ai.. com a cabine nova da Ford era pra ser um ano muito bom dos dois ano que eu vim ai, e.. até foi muito aquém, muito mais muito aquém do que a gente esperava então.. amanhã.. na verdade to pensando mais no ano que vem do que na corrida de amanhã pra ser sincero, amanhã.. largar ai.. tentar largar o mais pra frente possível o que não tá fácil de largar entre os quinze até.. então.. tentar terminar e ir pra casa e começar do zero ai né.. a equipe aqui desmontar os caminhões e começar do zero, como se fosse um lego, desmonta tudo e ir montando de volta pra tentar deixar tudo zerinho. 

SAG: Já que você já está pensando na temporada do ano que vem, qual a perspectiva já que vai começar ela do zero, já tem um planejamento do motor da Ford está melhor para o ano que vem, já estão pensando nisso? 

DD: É.. tá um pouco complicado a situação aqui nossa porque é.. ainda não tem nada certo pro ano que vem, nem com a Ford continuar com a equipe então é bem possível não tem o apoio da fábrica nas equipes da Fórmula Truck, talvez eles fiquem só com evento como a HC, mas apoio com a equipe talvez não.. ainda não renovou, então na verdade.. to numa incógnita ai.. a situação tá um pouco critica, mas o certo né.. tem que fazer voltar pra São Paulo e desmontar tudo e começar a montar se vai.. se vai ter o apoio.. ou se vai correr.. isso é outra coisa né, o certo tem que fazer isso ai mesmo se não do jeito que tá não dá pra continuar. 

SAG: Mas você pretende continuar aqui na equipe do Djalma Fogaça? 

DD: Eu pretendo, já to aqui há três anos, tenho uma ligação muito boa com a equipe, com o Djalma também, então eu pretendo, mas a gente não sabe o que pode acontecer, não sei nem se eu vou continuar correndo na Fórmula Truck então.. ou em outra categoria, do jeito que tá às vezes não tem nem espaço aqui então tenho que esperar um pouco ai.. não dá pra esperar muito né.. o tempo passa muito rápido. 

SAG: Falando do kart, que uma outra categoria que você corre, qual a perspectiva do ano que vem e como você já viu essa temporada 2012? 

DD: No kart é sempre muito legal né.. é o que mais gosto de fazer e hoje é meu outro trabalho né, então eu to envolvido muito ativamente no kart ai, trabalho pro kart mini no desenvolvimento do equipamento e esse ano foi um pouco complicado em relação as outras fábricas principalmente na minha categoria, categoria Shifter dos kart de marcha, então é um trabalho muito legal, você desenvolve, o kart de competição é diferente do que aqueles que as pessoas pensam, é muita coisa envolvida e é muito legal de você trabalhar com isso, você vê os resultados aparecem né.. então além dos campeonatos que eu corro lá, que é o campeonato da Granja Vianna, da Copa SP e o brasileiro também tem a USKB, que tá numa crescente ai com o campeonato organizado por mim e mais seis pilotos, então.. a perspectiva pro kart por enquanto tá bem diferente.. uma perspectiva muito boa em relação a Truck. 

SAG: E com essa sua experiência no kart você nunca pensou em talvez participar do Desafio das Estrelas, que o Felipe Massa propõe todo ano? Ou também para a corrida do Beto Carrero? 

DD: As 500 milhas eu faço, na verdade.. como eu ando de kart o ano inteiro numa categoria muito rápida.. relação peso potência talvez até mais que um Fórmula 1.. então sair de um kart daqueles e fazer as 500 milhas com aquele motor de 13 lá.. você entra em paranoia, qual foi a outra pergunta mesmo? Desafio das Estrelas, ali na verdade eu não tenho muito acesso, é bem fechado ali com o Massa, ele procura não chamar.. o kart é muito específico então.. a categoria uma das mais competitivas porque os pilotos treinam muito então.. criam muita a manha do kart então realmente um cara que anda de kart muito tem uma vantagem do que os pilotos que andam de Fórmula 1, caminhão, stock, então eles chamam os pilotos né que não estão muito ligados a kart.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Conexão SAG 2012 - Leandro Totti

A equipe SAG tem o prazer de trazer a todos os amantes do automobilismo uma entrevista a toda velocidade com Leandro Totti, piloto da Fórmula Truck. 

SAG: Um desafio aqui em Brasília, além de ser um circuito muito rápido também a temperatura? 

LT: É tá muito quente, a umidade também é muito seca dai compromete muito o caminhão, não é só temperatura, mas a umidade tando muito seca a gente tem uma perda muito grande de turbo e tem um aquecimento muito grande de motor.

SAG: Além é claro que a temporada foi muito boa pela conquista, mas como você analisa todas essas etapas que você passou? Qual etapa que você sentiu mais dificuldade e quando você viu que realmente que você estava com o campeonato garantido? 

LT: Acho que depois de Goiânia a gente.. deu pra perceber que tava com o caminhão muito rápido, a equipe trabalhou muito no desenvolvimento e com isso foi onde a gente começou a ganhar muita confiança nas corridas, a gente precisa saber que tinha um caminhão pra sempre ta brigando por vitória e a gente tinha um caminhão rápido pra classificar, mas a gente o ritmo de corrida era muito bom foi ai que.. foi essa estratégia de durabilidade que ajudou muito a ganhar confiança e vencer esse campeonato. 

SAG: Totti você conseguiu o segundo tempo aqui na classificação. Qual o desafio dentro do traçado do circuito de Brasília, que nós estávamos reparando a maioria dos pilotos passava muito por fora ali na primeira curva? Qual o limite aqui da pista de Brasília, do traçado que você pode fazer? 

LT: Ah.. isso depende de cada equipamento, cada piloto tem um estilo de guiar, um equipamento diferente, então.. eu acho que o desafio maior dessa pista vai ser a temperatura mesmo, então a gente vai ter que brigar muito em cima disso e esfriar a cabeça pra não acabar com o equipamento no começo, acho que a parte mais desafiadora da pista de Brasília é a temperatura. 

SAG: Qual a sua perspectiva para a próxima temporada? 

LT: Ah.. torcer pra conseguir renovar com a equipe ai.. a gente não tem nada conversado ainda, mas acho que equipe mostrou que esse ano foi melhor a equipe da Truck e vamos fazer forçar pra continuar ai.. andando na mesma equipe.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Highlights SAG 2012 – WRC – Etapa da Alemanha da temporada 2012


Nesta edição do Highlights SAG estará sendo disponibilizado o Highlights com os melhores momentos da etapa da Alemanha da temporada 2012 do WRC.

Primeiro dia


Segundo dia


Terceiro dia

Conexão SAG 2012 - Felipe Giaffone

A equipe SAG tem o prazer de trazer a todos os amantes do automobilismo uma entrevista a toda velocidade com Felipe Giaffone, piloto da Fórmula Truck. 

SAG: Felipe para a equipe foi uma temporada muito complicada e o seu caminhão foi o único que sobressaiu, você andando sempre entre os primeiros em tudo quanto é tipo de circuito. Queria que você fizesse para gente um balanço da sua temporada?

FG: É no começo de temporada, que foi o começo do ano que foi muito ruim pra gente, a gente teve uma mudança de regulamento na parte da bomba injetora dos caminhões pra lad panalti que a gente recebeu por ter ganho o campeonato anterior, que é normal na Fórmula Truck, e a gente demorou ai pelo menos umas quatro corridas até achar o rendimento que a gente tinha no ano anterior né.. 2011.. E agora não, agora o caminhão tá.. voltou a ficar legal, é consegui ai já firmar o vice-campeonato que já foi bem melhor do que eu esperava pra esse ano. O Totti acertou o caminhão dele muito bem então.. de qualquer forma não daria pra ganhar dele não, então acho que o vice-campeonato tá de bom tamanho.


SAG: Para o ano que vem já tem uma perspectiva de conseguir ficar mais competitivo e até ir para o título, porque o Totti acertou bem o caminhão e acabou conquistando na etapa anterior, mas tem a perspectiva de vir com o caminhão mais competitivo e não permitir isso, porque senão me engano é uma das primeiras vezes que isso acontece na Fórmula Truck, porque ela é bem competitiva e sempre vai para a última etapa? 

FG: É o Totti ele conseguiu ai terminar antes a brincadeira é.. agora pro ano que vem muda tudo pra gente né, a gente está vindo com os caminhões MAN e.. então vai ser um ano de desenvolvimento completo.. de aprendizado.. só que a gente realmente nesse momento não sabe muito o que esperar, a gente tá torcendo pra que.. é né.. a gente tá encerrando uma fase dentro da equipe com os caminhões consteletion.. é desde 2006 quando o Renato entrou o consteletion com ele foi campeão.. eu fui em 2007 depois eu ganhei outros títulos então a gente agora tá deixando pra traz um caminhão que foi muito bacana né, mas chegou a hora de mudar a gente tá indo pro 12 litros e.. só que é um 12 litros que o desenvolvimento tá.. é um caminhão de rua hoje então vai ter interromper tudo que o pessoal tem ai mais de 10 anos de desenvolvimento e a gente vai ter que começar do zero, mas a engenharia da Volks tá.. vai tá empenhada, forte ai.. pra gente ter a esperança de é.. eu acho que o normal seria a gente no meio da temporada tá com o caminhão bem competitivo. 

SAG: A gente acompanhou os treinos ontem falando propriamente desta etapa, o seu caminhão está tomando de 2 a 3 décimos em relação ao caminhão de 12 litros, tanto que no segundo treino foi seu pior resultado, você foi segundo colocado deste treino tomando 2 décimos do Roberval Andrade que é um caminhão 12 litros que é da Scania. Agora para o qualifying e para a corrida vocês vão frisar mais para a resistência do caminhão ou vocês vão arriscar algo mais para ganhar mais velocidade nas retas? 

FG: É agora pro qualifying diria que todo mundo tá concentrado em arriscar pra dar uma volta forte com tudo que der de potência. Fiz o segundo tempo agora eu particularmente acho que é um pouco irreal.. eu acho que se a gente largar entre os seis tá ai.. tá de bom tamanho pra cá, que não é uma pista pra gente. E na corrida já diria que é diferente, acho que o caminhão é resistente dai a gente põe um ritmo forte ai.. e no ano passado eu ganhei meio na sorte, mas é uma pista que quebra muito, é.. quebra bastante caminhão e.., mas não é uma pista pra gente então a gente tem que tentar ver o que a gente consegue pra classificação e se largar entre os seis ta bom e pra corrida apertar o pessoal ai ver o que que dá. 

SAG: Rumo a segunda vitória consecutiva aqui? 

FG: Seria perfeito né.. eu sei que não vai ser fácil depende de muita sorte infelizmente depende de algumas quebras ai, que em condições normais a gente não tem como chegar na frente do pessoal, mas a gente vai por um ritmo forte pra ver se eles quebram.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Highlights SAG 2012 – WRC – Etapa da Finlândia da temporada 2012


Nesta edição do Highlights SAG estará sendo disponibilizado o Highlights com os melhores momentos da etapa da Finlândia da temporada 2012 do WRC.

Primeiro e segundo dia


Terceiro dia

Conexão SAG 2012 - Debora Rodrigues

A equipe SAG tem o prazer de trazer a todos os amantes do automobilismo uma entrevista a toda velocidade com Debora Rodrigues, piloto da Fórmula Truck. 


SAG: Qual é o balanço dessa temporada você que andou a frente algumas etapas não entre os dez primeiros? Qual foi o balanço dessa temporada? 

DR: O ano muito difícil, é nós temos caminhão Volkswagen com motor 9 litros e hoje a Fórmula Truck tá.. cresceu muito tecnicamente é.. então.. hoje tá muito difícil disputar com caminhão 12 litros. É.. a prova disso é que o caminhão Mercedes já venceu o campeonato na etapa anterior e isso nunca aconteceu na Fórmula Truck né. Então.. é.. um ano bem complicado. E Brasília especialmente complicado porque é um circuito rápido e prevalece os caminhões 12 litros. Então é uma corrida.. uma loteria na verdade porque também vão quebrar muitos caminhões e vão ficar.. muitos caminhões vão ficar sem freio.

SAG: Você tem alguma perspectiva de aumentar para 12 litros ou vocês ainda pretendem melhorar um pouco esse caminhão de 9 litros para ficar competitivo com o caminhão Mercedes? 

DR: É.. a nossa esperança agora.. nós já estamos conversando com a MAN né, que hoje é MAN América Latina, nossa.. não somos mais somente Volkswagen, então a nossa esperança agora é que ano que vem a gente venha com os caminhões 12 litros, os caminhões MAN. 

SAG: Apesar da temporada ter sido muito difícil para você, para equipe foi entre aspas positiva pelo vice-campeonato do Felipe Giaffone, que ele está sendo o único caminhão que está andando bem aqui entre os primeiros aqui em Brasília. E você falou também Debora que a maior dificuldade aqui é resistência dos caminhões nessa pista. O que que mais desgasta nos caminhões aqui em Brasília, contando temperatura e também contando as longas retas e freadas que a gente tem aqui? 

DR: Olha a primeira coisa vai ser o freio porque além das curvas a gente tem um radar depois da primeira curva aqui na reta dos boxes, então a primeira coisa é o freio. E a resistência de motor porque além de ser um circuito rápido onde você está quase o tempo todo de pé embaixo, você tem a alta temperatura e a baixa umidade de ar, então quer dizer, tudo isso faz com que o motor sofra muito, turbina sofra muito e nós corremos com o catalizador que também traz um pouco mais de temperatura pro motor, então é.. a verdade é.. tudo aqui soma pra dificultar. 

SAG: E se tivesse tendo a chuva que teve aqui até quarta-feira, quarta-feira foi o último dia de muito temporal aqui, você acredita que teria uma perspectiva melhor para corrida, porque o caminhão sofreria menos? 

DR: Ah com certeza, a corrida na chuva é uma loteria pra se manter na pista né, porque você.. a toda curva você está arriscando a dar uma escorregada, mas na questão de resistência seria muito melhor, com certeza, até porque você tem que tirar o pé, você tem que andar mais lento, e.. então com certeza ele resistiria mais.